PARANÁ — A falta de financiamento é um dos principais obstáculos para os municípios paranaenses enfrentarem a circulação de drogas. Cerca de 89% das cidades pesquisadas não têm Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas, enquanto 74% dependem de recursos próprios para manter ações na área. Apenas 2% utilizam o Fundo Nacional Antidrogas (Funad).
O levantamento inédito da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado nesta segunda (28), mostra que 88% dos municípios do Paraná reconhecem problemas relacionados à circulação de drogas. Entre eles, 38% classificam o desafio como alto, 38% como médio e 21% como baixo.
Áreas mais afetadas
Na avaliação dos gestores municipais, a Saúde é o serviço público mais impactado, com 93%. Na sequência aparecem Assistência social, com 88%, Segurança Pública, com 85%, e Educação, com 69%.
A estrutura local para formular políticas específicas também é limitada. Só 7% das cidades têm Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, e, nesse grupo, 30% realizam reuniões periódicas. Planos municipais voltados ao tema existem em apenas 8% dos municípios.
Ações mantidas pelas cidades
Mesmo com as dificuldades, 79% dos municípios promovem atividades de prevenção ao uso de entorpecentes, como campanhas e palestras. Ações de assistência social, realizadas em equipamentos como Cras, Creas e unidades de acolhimento, aparecem em 77% das cidades. Já a atenção e o cuidado na área da saúde são adotados por 75%.
Para Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, é necessário ampliar a cooperação técnica e o cofinanciamento entre os Entes federados. Ele afirmou que a falta de recursos e as dificuldades técnicas das gestões locais dificultam o acesso a verbas federais.
A CNM defende maior participação da União e dos Estados no financiamento e no enfrentamento da questão. A entidade destaca que, embora as diretrizes sejam nacionais, a maior parte das ações de resposta ao uso ou à dependência de drogas é executada nos municípios.








