Rio de Janeiro, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Cancro da videira coloca produção de uvas de Goiás em alerta
Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção
Brasil

Cancro da videira coloca produção de uvas de Goiás em alerta

Agrodefesa atua com o Distrito Federal para conter doença enquanto vinícolas e laboratórios ampliam a vitivinicultura goiana.

A detecção de um caso de cancro da videira no Distrito Federal levou a Agrodefesa a reforçar a vigilância para impedir que a doença chegue às áreas produtoras de Goiás. A agência atua em conjunto com o Distrito Federal para erradicar e conter o foco, que também pode atingir outras regiões produtoras do próprio território distrital.

O alerta ocorre durante a expansão da produção de uvas e vinhos em Goiás. José Ricardo Caixeta, presidente da Agrodefesa, afirmou que o setor reúne pequenas produções, vinícolas e uma atividade ligada ao turismo, o enoturismo.

Segundo Caixeta, vinhos goianos já tiveram reconhecimento internacional. Há duas vinícolas no Vale do São Patrício com rótulos premiados em eventos e competições na Europa. A produção também conta com vinícolas de referência na Serra dos Pireneus, em Pirenópolis, Corumbá e Cocalzinho.

Laboratório amplia estrutura do setor

Em março, foi inaugurado o Centro de Análises e Pesquisa da Vitivinicultura Brasileira, primeiro laboratório do tipo na Região Centro-Oeste. A unidade faz análises físico-químicas e cromatográficas, acompanha a maturação das uvas e realiza exames voltados à segurança dos produtos.

O laboratório recebeu investimento superior a R$ 12 milhões. Entre as vinícolas que poderão utilizar a estrutura estão Casa Moura, de Nazário; Quartetto, de Águas Lindas de Goiás; e Serra das Galés, de Paraúna. As três são associadas à Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin). A unidade também poderá atender outros produtores e reduzir o envio de amostras para laboratórios da Região Sul.

A vitivinicultura avança ainda em Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás, Cristalina e Corumbá de Goiás.

Vigilância acompanha novas culturas

A Agrodefesa também monitora a expansão da citricultura e o avanço do greening, doença que representa um dos principais desafios para a produção de laranja em Goiás. A agência acompanha ainda a vassoura-de-bruxa da mandioca, atualmente concentrada na Região Norte, para evitar sua chegada a novas áreas e culturas.

Para Caixeta, o aumento da produção tende a ser acompanhado pelo surgimento de pragas. As equipes iniciam o monitoramento assim que identificam os primeiros sinais de uma nova ameaça.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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