Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Celular antes de dormir pode prejudicar o sono, aponta revisão de estudos
Brasil

Celular antes de dormir pode prejudicar o sono, aponta revisão de estudos

Uso noturno das telas foi associado a dificuldade para dormir, despertares e sonolência durante o dia, especialmente entre jovens.

O uso do celular antes de dormir pode deixar o cérebro em estado de alerta e prejudicar o descanso. Uma revisão sistemática conduzida por pesquisadores brasileiros analisou 23 estudos e encontrou associação entre a exposição excessiva às telas e menor duração do sono, dificuldade para adormecer, despertares durante a noite e sonolência durante o dia.

A análise foi publicada nos Cadernos de Saúde Pública, da Fiocruz, e aponta preocupação especial com crianças e adolescentes. A professora do IDOMED Milca Abda, especialista em higiene do sono e na relação entre sono e humor, explica que o organismo precisa reduzir o ritmo antes de dormir. O celular pode fazer o oposto, dependendo do conteúdo e da forma de uso.

“Enquanto você está ali rolando o feed, o cérebro está sendo ativado”, afirma Milca. Vídeos em sequência, mensagens, notificações, notícias e redes sociais mantêm a atenção ocupada. Em 2024, um painel da National Sleep Foundation concluiu que tanto o uso de telas quanto as características do conteúdo consumido podem interferir no sono.

Efeito entre adolescentes

Um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Psiquiatria avaliou 466 adolescentes entre 15 e 17 anos. Entre eles, 34,1% apresentaram sonolência diurna excessiva, enquanto o tempo médio de sono durante a semana foi de 6,9 horas por noite. Após a consideração de outros fatores, o uso do celular antes de dormir esteve associado a uma chance 4,3 vezes maior de sonolência diurna excessiva.

A revisão também relaciona noites mal dormidas a possíveis impactos em atenção, memória e aprendizagem. Milca afirma que, entre crianças e adolescentes, as consequências podem ser maiores na parte cognitiva e escolar.

Mudança gradual

A especialista reconhece que ficar duas horas sem celular antes de dormir pode ser difícil. A recomendação é começar com um intervalo de 30 minutos a uma hora sem telas antes de deitar, respeitando a rotina e o período de adaptação de cada pessoa.

O modo noturno do aparelho pode reduzir a exposição a determinados comprimentos de onda da luz, mas não elimina notificações, interações e decisões. Por isso, o filtro apenas ameniza o impacto e não resolve o problema.

O celular também pode ser usado em atividades de relaxamento, como meditação guiada, exercícios respiratórios e outras técnicas. A condição, segundo Milca, é evitar as redes sociais antes de dormir.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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