Christa Pike falou durante a tentativa de execução e sobreviveu depois que duas injeções letais falharam. A condenada, de 50 anos, precisou receber atendimento médico de emergência logo após o procedimento.
A repórter Tori Gessner, que estava no local, relatou que Pike reclamou de dor e sensação de queimação no braço. “Meu braço vai explodir”, teria dito a condenada. Ela também perguntou se o procedimento acontecia daquela forma enquanto a execução não avançava.
Testemunhas afirmaram ainda que Pike fez uma última declaração antes do início do processo. Ela disse que deixaria o mundo da mesma maneira como passou a maior parte da vida: com amor.
Os repórteres presentes no local contaram que ouviram roncos depois que as cortinas se fecharam, por volta das 20h05.
Nova execução suspensa
Uma nova execução foi suspensa por decisão do governador Bill Lee. “Cumprir uma sentença legalmente imposta está entre as responsabilidades mais sérias do Estado”, afirmou. Segundo ele, a população do Tennessee espera que a sentença seja cumprida de forma legal, constitucional e eficaz.
Pike poderia ter sido a primeira mulher executada pelo estado do Tennessee em mais de 200 anos. A sentença estava ligada à morte de Colleen Slemmer, de 19 anos, colega de Pike no Job Corps de Knoxville. Slemmer foi esfaqueada e espancada até a morte em janeiro de 1995.
A tentativa de execução ocorreu nesta quinta-feira (1), quando testemunhas revelaram que Pike continuava consciente e falando durante o procedimento.









