O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e pediu mobilização em defesa da soberania brasileira diante das ações do governo de Donald Trump, dos Estados Unidos.
Em publicação na rede social X, Lindbergh afirmou que o Brasil não deve aceitar interferência externa, pressão tarifária, entrega de riquezas, privatização do Pix ou submissão às Big Techs. O parlamentar também declarou que minerais e terras raras pertencem ao povo brasileiro.
Crime organizado e tarifas
O deputado disse que o governo Lula tem políticas para enfrentar o crime organizado e rejeitou a necessidade de presença militar estrangeira nas águas brasileiras. Para ele, o combate deve atingir o fluxo de armas, dinheiro ilegal e lavagem internacional, além de alcançar todos os níveis das organizações criminosas.
Em 2026, os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O governo Trump também afirmou que o Brasil não adota medidas contra a criminalidade.
No mesmo ano, os Estados Unidos aplicaram duas tarifas contra o Brasil: uma de 25% e outra de 12,5%. O texto relaciona as medidas tarifárias e a classificação das facções à tentativa de estimular sanções contra o país.
A condenação de Jair Bolsonaro (PL) no inquérito da trama golpista é apontada como causa das ações americanas. Ministros do Supremo Tribunal Federal condenaram o ex-presidente a 27 anos de prisão. A aproximação brasileira com China, BRICS e Sul Global também é citada como fator de pressão do governo Trump.
Trabalho e redes sociais
Lindbergh ainda apoiou as políticas de Lula voltadas à classe trabalhadora, com defesa de emprego, salário, saúde, educação e proteção social. O deputado também mencionou o fim da escala 6×1, para garantir dois dias livres por semana.
Ele afirmou que a disputa será decidida pelo povo em 4 de outubro, com temas como democracia, soberania, jornada, descanso, salário e direitos trabalhistas.
Em outra frente, a campanha de Lula enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição sobre possível impulsionamento ilegal no Instagram. Foram identificadas 1.826 publicações em formato de “collab” em dez dias, alta de 271% em relação ao período anterior analisado no documento. O recurso reúne dois ou mais perfis na mesma publicação e exibe o conteúdo simultaneamente nas contas participantes.








