RIO DE JANEIRO — Questionamentos sobre a atuação do governo federal e o silêncio da imprensa reúnem denúncias relacionadas ao INSS, ao Bolsa Família, ao Senado e ao avanço do crime organizado no Brasil.
No caso dos descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões, mais de 1,5 milhão de pessoas teriam sido atingidas, com prejuízo superior a 6 bilhões de reais. Entre as entidades citadas está o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), cujo vice-presidente é José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Lula da Silva.
Também são mencionados o filho do presidente, Lulinha, e uma mala com 2,5 milhões de reais apreendida em um veículo blindado, em Belém do Pará. O caso resultou em duas prisões e levantou suspeitas de desvio de dinheiro público e compra de votos.
Bolsa Família e Banco dos Brics
Outra crítica envolve o aumento de 15% no Bolsa Família, anunciado a pouco mais de duas semanas das eleições. O custo estimado é de cerca de 6 bilhões neste ano e 22 bilhões no ano que vem. Para aposentados do INSS que recebem 1 salário-mínimo, o reajuste citado foi de 6%.
A ex-presidente Dilma Rousseff, que preside o New Development Bank (NDB), também é alvo de questionamentos por causa de uma suposta tentativa de liberar recursos do banco para a Rússia de Vladimir Putin. A Rússia estava suspensa dessa possibilidade desde 2022.
O senador Davi Alcolumbre aparece em outra cobrança. Em outubro de 2021, foi publicado um artigo sobre a contratação de assessoras por altos salários e a apropriação de cerca de 90% da remuneração delas. O episódio é apontado como não desmentido e sem avanço de investigação.
PCC, Comando Vermelho e homicídios
O debate ainda questiona a decisão do governo brasileiro de não classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A avaliação apresentada é que praticamente todos os países latino-americanos, seguindo os EUA, adotaram essa classificação. O México é citado como exceção.
O número anual de homicídios teria passado de 14.000 em 1985 para 60.000 no governo Dilma Rousseff. O texto também menciona um episódio no Rio de Janeiro em que traficantes armados tomaram dois ônibus com estudantes para usá-los como barricadas contra a polícia.
As críticas defendem maior divulgação desses casos e uma resposta mais dura ao narcotráfico, além de cobrarem explicações sobre a atuação de autoridades e instituições diante das denúncias.









