MARIALVA — Um exame de confronto genético confirmou que um homem era o pai do bebê gerado pela própria filha criança. O DNA foi extraído de objetos descartados por ele em uma unidade de saúde e comparado com o material biológico do recém-nascido.
A análise foi feita pela Polícia Científica após o Ministério Público recolher uma máscara facial e outros utensílios deixados pelo investigado. Conforme as apurações, o ato que resultou na gravidez ocorreu em março de 2025.
Condenação e prisão
A prova técnica foi usada para comprovar a materialidade do crime previsto no artigo 217-A do Código Penal. Com o laudo pericial, a prisão do homem foi decretada, e ele acabou detido ainda durante as investigações.
A Justiça condenou o acusado a 55 anos, 10 meses e 25 dias de prisão por estuprar a filha. A decisão também determinou o pagamento de R$ 30 mil à vítima, como reparação mínima pelos danos causados.
Destino da vítima e do bebê
Depois do nascimento, a criança foi encaminhada para adoção por meio do procedimento legal de entrega voluntária. A adolescente foi acolhida e passou a morar com a mãe, em outro estado da federação, após diligências do Ministério Público localizarem a mulher.
O caso aconteceu em Marialva, no Norte Central do estado.








