Rio de Janeiro, Sábado, 26 de setembro de 2026
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Doenças cardiovasculares causaram 9.123 mortes em Goiás em 2025
Brasil

Doenças cardiovasculares causaram 9.123 mortes em Goiás em 2025

Infartos, AVCs e insuficiência cardíaca concentram os óbitos; calor e baixa umidade ampliam a atenção com a circulação.

Doenças cardiovasculares provocaram 9.123 mortes em Goiás ao longo de 2025, uma média de cerca de 25 óbitos por dia. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e foram divulgados às vésperas do Dia Mundial do Coração, celebrado na próxima terça-feira, 29.

Do total, 4.678 mortes foram relacionadas ao infarto, 2.728 ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) e 1.717 à insuficiência cardíaca. Goiás ocupa a 9ª posição entre as unidades da Federação em número de óbitos por complicações cardiovasculares.

O calor intenso e a baixa umidade, comuns nesta época do ano no Centro-Oeste, podem favorecer a desidratação e provocar alterações na circulação sanguínea. Além dessas condições, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e obesidade estão entre os fatores de risco conhecidos.

Calor e pressão arterial

Segundo o cardiologista Giuliano Serafino Ciambelli, coordenador da área de Cardiologia do Ânima Centro Hospitalar, em Anápolis, idosos, hipertensos e pessoas que usam medicamentos continuamente precisam redobrar os cuidados. “Em dias muito quentes, os riscos de desequilíbrio circulatório aumentam consideravelmente”, explica.

Em temperaturas elevadas, os vasos sanguíneos se dilatam e a transpiração aumenta a perda de água. Com menos volume de sangue circulante, podem ocorrer alterações na pressão. O coração pode acelerar os batimentos para manter o fluxo necessário aos órgãos.

O médico afirma que a desidratação pode causar tonturas, arritmias, picos de pressão e sobrecarga no coração. A orientação é manter a ingestão constante de água e não suspender nem alterar medicamentos sem avaliação médica, principalmente diuréticos e remédios para controle da pressão.

A 9ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial classifica como pré-hipertensão valores entre 120 e 139 mmHg de pressão sistólica ou entre 80 e 89 mmHg de pressão diastólica. Assim, a medição de 120/80 mmHg, conhecida como “12 por 8”, exige atenção preventiva, mas uma única aferição não confirma hipertensão. A análise deve considerar medições repetidas, histórico clínico e outros fatores de risco.

Sinais de infarto e prevenção

A dor ou pressão no peito é um sinal conhecido do infarto, mas nem todos os pacientes apresentam esse sintoma. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem ter suor frio repentino, náuseas, tontura, falta de ar desproporcional ao esforço ou mal-estar indefinido. Diante do surgimento súbito desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

Para medir a pressão em casa, é preciso permanecer sentado e em repouso por pelo menos cinco minutos, com costas apoiadas, pés no chão e pernas descruzadas. O braço deve ficar descoberto e apoiado na altura do coração. Também é recomendado esvaziar a bexiga e não conversar durante o procedimento.

A prevenção inclui atividade física regular, alimentação equilibrada e controle da pressão, da glicemia e do colesterol. O acompanhamento médico deve considerar a idade, o histórico familiar e os fatores de risco. Ciambelli também recomenda atenção ao sono e avaliações periódicas, especialmente para homens a partir dos 40 anos e pessoas com maior risco cardiovascular.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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