A redução do limite de estrangeiros nas competições nacionais levou o Flamengo a planejar a naturalização de quatro jogadores. Agustín Rossi e Giorgian De Arrascaeta já deram entrada nos processos, enquanto Guillermo Varela e Erick Pulgar podem iniciar a documentação.
Se os quatro obtiverem a cidadania brasileira, o elenco passará a ter seis estrangeiros para efeito da regra, em vez de dez. A medida permitiria ao clube manter mais opções para definir os relacionados nas partidas ao longo dos próximos anos.
Processos em andamento
Rossi começou o procedimento em 2025, dois anos depois de chegar ao Flamengo. Arrascaeta, que atua no futebol brasileiro desde 2015, apresentou o pedido em 2023. O meia passou pelo Cruzeiro antes de se transferir para o Flamengo, em janeiro de 2019.
Varela e Pulgar ainda podem iniciar os processos. Os dois chegaram ao clube em 2022 e completaram quatro anos de residência no Brasil, período mínimo exigido para a naturalização ordinária.
Varela veio do Dínamo de Moscou, ultrapassou 150 partidas pelo Flamengo em 2026 e renovou contrato até dezembro de 2027. Pulgar chegou depois de atuar pela Fiorentina, soma mais de 170 jogos pelo clube e estendeu o vínculo até o fim de 2029.
A residência, porém, não encerra as exigências. Os jogadores ainda precisam apresentar documentos, comprovar conhecimento da língua portuguesa e passar pela análise de antecedentes penais, entre outras etapas.
Mudança na regra
A CBF aprovou uma diminuição progressiva do limite de estrangeiros relacionados por partida. Atualmente, são permitidos até nove jogadores nessa condição. O número cairá para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030.
A análise da documentação envolve a Polícia Federal, e a decisão cabe ao Ministério da Justiça. A cidadania só será oficializada após a publicação no Diário Oficial da União. Por isso, os quatro processos dependem de conclusões individuais antes que o Flamengo possa contar com a redução no número de estrangeiros do elenco.







