Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Colunista do UOL aponta que Flávio aproveitou a crise no STF para barrar o fim da escala 6x1
Brasil

Sakamoto diz que Flávio usou crise no STF para adiar fim da escala 6×1

Análise afirma que articulações do senador levaram o Senado a deixar a votação da PEC para depois das eleições de 2026.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados aproveitaram a crise no Supremo Tribunal Federal para adiar a votação da proposta que acaba com a escala 6×1, segundo avaliação do colunista Leonardo Sakamoto. A análise aponta que a tensão em torno dos escândalos do Banco Master e do INSS abriu espaço para a articulação política no Senado.

A PEC havia sido aprovada sem dificuldade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta (2). Depois disso, Flávio procurou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e afirmou que a votação poderia desequilibrar as eleições. Alcolumbre anunciou que a proposta deve ser analisada ainda em 2026, mas somente após o pleito.

Disputa pela proposta

Defensores do fim da escala 6×1 no governo avaliam que o adiamento pode dificultar a aprovação. Dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição, o que era visto como um incentivo para que parlamentares apoiassem a mudança. Na Câmara, 472 dos 513 deputados deram aval à proposta, que também recebeu apoio de parlamentares que haviam feito críticas ao texto.

A medida conta com cerca de 70% de apoio da população e, conforme institutos de pesquisa citados na análise, reúne defensores entre lulistas, bolsonaristas e independentes. A aprovação da PEC é tratada como uma aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para melhorar sua popularidade na reta final da campanha.

Colunista do UOL aponta que Flávio aproveitou a crise no STF para barrar o fim da escala 6x1

Flávio tentou primeiro avançar com uma proposta de remuneração por hora trabalhada. O texto manteria a escala 6×1 como limite e deixaria eventuais reduções de jornada ou de escala para negociação entre patrão e empregado. A alternativa não avançou na CCJ.

No início da semana, o senador evitou dizer que votaria contra o fim da escala 6×1 e declarou que trabalharia “pela liberdade” para que o trabalhador escolhesse sua carga horária ou a forma de trabalho. Ele também suspendeu agendas de campanha para participar das articulações contra a proposta.

Na CCJ, Rogério Marinho (PL-RN), autor da alternativa da oposição e coordenador da campanha de Flávio, pediu vista. A análise foi retomada uma hora depois. Marinho tentou incluir trechos de seu texto na PEC do fim da escala 6×1, mas a sugestão foi rejeitada.

Durante o debate, Marinho afirmou que reduzir a jornada sem cortar salários aumentaria os custos. O relator Omar Aziz (PSD-AM) reagiu e questionou se os deputados do PL que apoiaram a proposta na Câmara também seriam “burros”. Apenas 11 dos 97 deputados do PL votaram contra o fim da escala 6×1, em maio.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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