Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
O que Flávio Bolsonaro diz sobre encontro com Vorcaro após primeira prisão do banqueiro do Master
Brasil

Flávio confirma visita a Vorcaro após prisão e diz que tratou de filme

Senador afirmou que procurou o banqueiro para encerrar a negociação sobre o financiamento de cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (19/5) que se encontrou com Daniel Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O senador afirmou que a conversa tratou do financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Vorcaro foi detido pela Polícia Federal em 18 de novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero. Ele deixou a prisão em 28 de novembro, após decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), e voltou a ser preso em 4 de março, em outra etapa da operação.

Flávio disse que encontrou o banqueiro quando ele usava monitoramento eletrônico e não podia sair de São Paulo. “Fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história”, afirmou o senador.

A relação entre os dois veio a público após a divulgação de um áudio em que Flávio pede dinheiro para financiar parte do filme. O senador inicialmente negou o contato, mas depois admitiu a negociação e disse não ter cometido irregularidade.

Financiamento do filme

Segundo Flávio, o acordo previa repasses para a conclusão da produção. O valor total seria de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na época, dos quais R$ 61 milhões teriam sido liberados entre fevereiro e maio de 2025.

O senador afirmou que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024 e que retomou o contato diante do atraso nas parcelas de patrocínio. Também declarou que não ofereceu vantagens, não intermediou negócios com o governo e não recebeu dinheiro ou benefício.

“Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, disse Flávio em nota, ao defender que a negociação envolvia patrocínio privado para um filme sobre seu pai.

Vorcaro é investigado por crimes contra o sistema financeiro nacional e por suspeitas relacionadas ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. Desde março, ele passou por diferentes presídios e foi transferido para a carceragem da Polícia Federal, em Brasília, onde aguarda negociações sobre um possível acordo de colaboração premiada.

Após a divulgação dos contatos, Flávio manteve a defesa de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o caso Master. Em declarações anteriores, o senador havia associado as suspeitas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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