O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou que queira retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A declaração foi publicada nas redes sociais em meio à repercussão de discussões sobre religião e as eleições de 2026.
Flávio também afirmou que a acusação é uma “grande mentira sem pé nem cabeça” e defendeu a liberdade religiosa. Na mesma publicação, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de querer interferir em assuntos da Igreja Católica. “Deus no comando sempre!”, escreveu.
A polêmica foi retomada após internautas voltarem a compartilhar o Projeto de Lei nº 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victorio Galli, que era filiado ao PMDB de Mato Grosso. A proposta não foi apresentada por Flávio Bolsonaro.
O projeto previa trocar, na legislação que criou o feriado nacional de 12 de outubro, a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O feriado seria mantido, mas a forma de registrar a homenagem a Nossa Senhora Aparecida seria alterada. A proposta acabou rejeitada e arquivada em 2008.
O debate ocorre também após a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgar um alerta sobre desinformação, corrupção e oportunismo religioso no período eleitoral. No documento, os bispos defenderam o voto consciente e o compromisso com a promoção da vida, da dignidade humana e do bem comum.








