Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Raízes ameaçam imóvel e passeio, e gameleira histórica será retirada em Goiânia
Brasil

Raízes ameaçam imóvel e passeio, e gameleira histórica será retirada em Goiânia

Plantada em 1966, árvore será removida com apoio da família, que pretende levar uma muda para Itaberaí.

A família que plantou uma gameleira no Setor Campinas concorda com a retirada da árvore, após o crescimento das raízes causar transtornos e levantar riscos para um imóvel vizinho e o passeio público. O exemplar fica na Rua José Hermano, no cruzamento com a Rua Santa Bárbara.

Carlos Antunes Barbosa, conhecido como Nego, foi quem plantou a árvore em 1966. Hoje aposentado e prestes a completar 86 anos, ele conta que comprou uma muda com pouco mais de um metro para fazer sombra diante do imóvel da família. “Não sabia que ia crescer tanto”, recorda.

O parecer técnico da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), emitido em 2024, apontou a possibilidade de danos estruturais no imóvel vizinho e de bloqueio da calçada pelo avanço das raízes. O documento também registra que galhos caem sobre telhados e que as folhas se acumulam nas calhas, exigindo limpeza frequente.

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) autorizou a operação por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial do Município no dia 15. A medida permite contratar, por dispensa de licitação, a Niu Transportes Ltda. para alugar dois guindastes telescópicos móveis. O investimento previsto é de R$ 39,6 mil.

Uma árvore ligada à história da família

Divino Frances Barbosa, filho de Carlos, tinha três ou quatro anos quando o pai plantou a gameleira. Ele diz que o terreno ainda era vazio e pertencia à família. Na época, Carlos construiu um barracão de três cômodos nos fundos, abriu um mercado na esquina e depois manteve outros negócios na região por cerca de 12 anos.

A família saiu de Itaberaí e chegou a Goiânia em 1964 ou 1965, durante a expansão urbana da capital. Carlos abriu uma madeireira, comprou a parte do sócio e continuou no negócio. Em 1977, após a separação conjugal, voltou para Itaberaí. Desde 1980, vive no município.

Divino afirma que a família pretende retirar uma muda no dia do corte e levá-la para uma fazenda em Itaberaí. Carlos também apoia a remoção: “É bom arrancar, porque está atrapalhando demais”.

Durante as seis décadas em que permaneceu no local, a gameleira acompanhou a transformação de Campinas. Carlos lembra que a região tinha ruas de chão e passou por forte urbanização, enquanto o filho destaca o crescimento do comércio e da ocupação do bairro.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5