A Prefeitura de Goiânia manteve a demissão de um intérprete de Libras da rede municipal de ensino após rejeitar o recurso apresentado pelo servidor. O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) apurou denúncias de comportamentos de natureza sexual e outras condutas inadequadas contra alunas.
As acusações foram feitas por estudantes de diferentes unidades escolares. Durante a apuração, foram analisados os depoimentos das alunas, registros produzidos pelas escolas na época dos fatos e um laudo psicológico referente a uma criança de 7 anos.
O próprio intérprete também foi ouvido. Conforme o processo, ele admitiu ter feito “brincadeiras” e comentários considerados inadequados, mesmo após receber orientações e advertências da gestão escolar.
Na defesa, o servidor pediu a anulação do procedimento e argumentou que não existiam imagens capazes de comprovar as denúncias. A administração municipal rejeitou a alegação.
A Prefeitura afirmou que condutas de natureza sexual geralmente acontecem sem testemunhas ou registros audiovisuais. Por isso, os relatos das estudantes foram avaliados junto com os demais elementos reunidos no PAD.
A decisão também concluiu que não houve irregularidades capazes de anular o processo disciplinar. Com a negativa ao recurso, a demissão foi mantida.









