GOIÁS — Goiás registrou 6.881 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e meados de agosto de 2026. O total é 19,5% menor que o registrado no mesmo período de 2025, quando houve cerca de 8,5 mil ocorrências, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).
Crianças com menos de 2 anos formam o grupo com mais casos no estado. Os idosos aparecem na sequência. A atenção se concentra nesses públicos pelo risco de infecções respiratórias evoluírem para quadros graves.
VSR entre as crianças
A circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) está entre os pontos de atenção para os primeiros anos de vida. Dados do Ministério da Saúde associam o vírus a aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite viral aguda e a cerca de 40% das pneumonias nos períodos de maior circulação entre crianças menores de 2 anos.
O VSR também pode levar à hospitalização por SRAG, principalmente quando a criança tem condições que elevam o risco de complicações. Em 2026, o Ministério da Saúde incorporou o nirsevimabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). O anticorpo monoclonal é usado na prevenção de formas graves da infecção, e a oferta pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) começou em fevereiro.
Em Goiânia, a proteção sazonal contra o VSR foi oferecida até 31 de agosto a crianças menores de 2 anos com condições específicas, como cardiopatia congênita com impacto no funcionamento do coração, doença pulmonar crônica ligada à prematuridade, imunocomprometimento grave, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares graves e alterações congênitas nas vias aéreas. Para prematuros nascidos com até 36 semanas e seis dias de gestação, a oferta continua durante todo o ano.
Cenário nacional e sinais de alerta
No país, o sistema InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), registrou 151.165 casos de SRAG em 2026. Entre os registros com resultado positivo para vírus respiratório, o VSR apareceu em 41,1%, seguido por rinovírus (31,4%), influenza A (17%), influenza B (5,5%) e SARS-CoV-2 (3,8%).
A SES-GO recomenda atendimento médico diante de falta de ar, tosse persistente ou piora de doenças respiratórias já existentes. A orientação também é manter a vacinação atualizada, sobretudo para crianças, idosos e outros grupos mais suscetíveis a complicações.








