Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Goiás cresce, e planejamento urbano vira desafio para a segurança hídrica
Brasil

Goiás cresce, e planejamento urbano vira desafio para a segurança hídrica

Avanço populacional na Região Metropolitana de Goiânia aumenta a pressão por moradia, infraestrutura, serviços públicos e água.

O crescimento populacional amplia a pressão sobre o território e exige planejamento para definir onde a urbanização pode avançar. O Censo 2022 registrou 7,05 milhões de habitantes no estado, que teve saldo migratório positivo de 186.827 pessoas. Na Região Metropolitana de Goiânia, o aumento foi de 19,35% entre 2010 e 2022.

A expansão eleva a demanda por moradia e solo urbanizado, além de infraestrutura, transporte, saneamento e serviços públicos. O IBGE identificou áreas urbanizadas com baixa densidade e parcelamentos ainda sem ocupação. Com isso, o avanço urbano não se limita às regiões já consolidadas e também incorpora novos espaços ao tecido das cidades.

Crescimento e água

O território enfrenta desafios ligados à infraestrutura, ao uso do solo e à oferta de água. A bacia do Rio Meia Ponte abastece principalmente a Região Metropolitana de Goiânia. Em 2026, o Estado organizou uma alocação negociada no Alto Meia Ponte, com participação dos envolvidos, para lidar com a escassez e proteger a segurança hídrica. Há cerca de 1.200 interferências mapeadas.

A maneira como o solo é ocupado afeta a infiltração, a recarga dos aquíferos, a conservação de nascentes e os efeitos das chuvas. Áreas verdes, arborização, parques, jardins de chuva, pavimentos permeáveis e espaços de retenção cumprem, nesse cenário, uma função de infraestrutura urbana.

A Lei nº 6.766/1979 prevê requisitos para o parcelamento do solo e inclui drenagem, abastecimento de água, esgotamento sanitário e sistema viário na infraestrutura básica. Já o Estatuto da Cidade estabelece o direito a cidades sustentáveis e orienta a política urbana para evitar distorções e danos ambientais.

Como água, mobilidade, saneamento e expansão urbana ultrapassam os limites municipais, o planejamento integrado e a cooperação entre municípios são necessários. A participação da população também está prevista no Estatuto da Cidade, por meio de debates, audiências e consultas públicas.

Goiás continuará crescendo. O desafio é compatibilizar esse avanço com a capacidade do território de sustentá-lo, considerando cada novo loteamento como parte da cidade que está sendo construída.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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