GOIÂNIA — O processamento de minerais dentro de Goiás é uma das principais metas apresentadas por Daniel Vilela (MDB) ao anunciar a criação de uma Secretaria Estadual de Minas e Energia. A proposta depende da reeleição do governador e foi apresentada nesta quarta-feira, 23, durante o Goiás Mineral 2026, em Goiânia.
A nova estrutura reuniria políticas hoje espalhadas por diferentes áreas do governo e ampliaria o diálogo com o setor mineral. Entre os focos estão as terras raras e outros minerais estratégicos, além da oferta de energia, dos biocombustíveis e das fontes renováveis.
“Quero aqui comunicar que, sendo reeleito, irei criar a Secretaria de Minas e Energia para que a gente possa simbolizar o nosso compromisso, o nosso desejo de poder tomar medidas e ações fortes, impactantes”, afirmou Daniel.
Mais etapas da cadeia produtiva
O governador defendeu que Goiás não se limite à retirada das matérias-primas. A intenção é atrair para o Estado fases posteriores da cadeia, com processamento dos minerais, geração de empregos e aumento da renda ligada à mineração.
Daniel também disse que pretende colocar Goiás nas discussões nacionais e internacionais sobre minerais críticos. As terras raras são usadas em cadeias industriais de alta tecnologia, equipamentos eletrônicos e tecnologias relacionadas à transição energética.
O Estado já conta com a Autoridade Estadual de Minerais Críticos de Goiás (Amic-GO), instituída em 2025 e regulamentada em junho deste ano. A entidade atua em governança, credenciamento de empreendimentos, zonas especiais e instrumentos de fomento. A secretaria seria uma nova estrutura administrativa para mineração e energia.
Energia e desenvolvimento regional
A disponibilidade de energia foi citada por Daniel como um desafio para a chegada de novos investimentos. Durante uma sabatina em Anápolis, nesta quarta-feira, ele mencionou regiões onde a oferta ainda é insuficiente para atender novos empreendimentos.
O Nordeste Goiano, que concentra projetos ligados às terras raras, também apareceu na proposta. Daniel afirmou que a expansão da atividade deve vir acompanhada de infraestrutura e desenvolvimento regional, com atenção às exigências ambientais.
“Goiás será protagonista desse debate no nosso país e no mundo inteiro”, declarou.
No Goiás Mineral 2026, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, afirmou que a mineração envolve desafios ambientais e não deve ser discutida apenas pelo recorte dos minerais críticos. O encontro reuniu empresas, especialistas e representantes do poder público para tratar de inovação e dos próximos passos do setor em Goiás.








