GOIÁS — A área de florestas plantadas para produção comercial em Goiás caiu de 123,2 mil para 106,4 mil hectares entre 2024 e 2025. A retração foi de 16,8 mil hectares, ou 13,6%, a maior entre os estados brasileiros, segundo a Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira, 24.
O resultado goiano ocorreu na contramão do cenário nacional. No Brasil, a área cultivada avançou 4,8%, de 9,9 milhões para 10,4 milhões de hectares. Depois de Goiás, as maiores reduções foram registradas na Paraíba, com 12,6%, e no Espírito Santo, com 12,3%.
O eucalipto responde pela maior parte da silvicultura em Goiás. A espécie ocupava 96,8 mil hectares em 2025, equivalente a 91% da área total. Em 2024, eram 113,8 mil hectares, o que representa uma queda de 14,9%. O pinus também recuou: passou de 4,9 mil hectares para 4,6 mil hectares, redução de 4,5%.
A série histórica do IBGE mostra que a área goiana chegou a 177,5 mil hectares em 2017 e subiu para 178,4 mil hectares no ano seguinte. Em 2025, o total estava em 106,4 mil hectares.
Municípios
Rio Verde continuou na liderança estadual, com 9,5 mil hectares de silvicultura em 2025, todos destinados ao eucalipto. O município tinha 9,8 mil hectares em 2024, uma redução de 3%.
Catalão somou 8,8 mil hectares, seguido por Niquelândia, com 6,5 mil hectares. Chapadão do Céu registrou 5 mil hectares, enquanto Mineiros e Jataí ficaram com 4 mil hectares cada.
Ipameri teve uma das maiores quedas municipais, passando de 6 mil para 2 mil hectares. Em Campo Alegre de Goiás, a área recuou de 5,2 mil para 2 mil hectares entre 2024 e 2025. Já Chapadão do Céu, Mineiros e Jataí mantiveram os mesmos números de 2024: 5 mil, 4 mil e 4 mil hectares, respectivamente.
A PEVS acompanha a extensão das áreas de florestas plantadas e a produção obtida nesses cultivos. O levantamento é realizado em todo o país, com os municípios como unidades de coleta.









