Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Soranz faz denúncia que abala a campanha Douglas Ruas. R$ 10 milhões enterrados em obra do 'Hospital da Mãe' que virou esqueleto em São Gonçalo
Brasil

Hospital abandonado em São Gonçalo vira alvo de denúncia contra Douglas Ruas

Daniel Soranz questiona candidatura do deputado após mais de R$ 10 milhões serem gastos em obra parada há mais de uma década.

O Hospital Estadual da Mãe, no bairro do Colubandê, tornou-se o principal alvo de uma denúncia de Daniel Soranz contra Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Rio. A unidade foi planejada em 2013, mas continua inacabada após mais de uma década, enquanto o Tribunal de Contas do Estado aponta o uso de mais de R$ 10 milhões em recursos públicos. Registros de empenho superam R$ 11 milhões.

A obra tinha orçamento inicial de R$ 37 milhões e previa mais de 10 mil consultas e 800 partos por mês, além de centro cirúrgico e UTI neonatal. Atualmente, a estrutura de três andares está tomada pelo mato. O levantamento do TCE-RJ também registra cerca de R$ 488 mil em multas e juros por atraso e aproximadamente R$ 357 mil referentes a um serviço de demolição.

Soranz, médico e ex-secretário municipal de Saúde do Rio, afirmou que Ruas não conseguiu concluir o hospital no município administrado pelo pai, o prefeito Capitão Nelson. A maternidade de Alcântara e a rede municipal permaneceram sobrecarregadas durante o período de paralisação, conforme a denúncia.

Obras, contratos e investigações

Ruas foi secretário municipal de Gestão Integrada de São Gonçalo e comandou a Secretaria Estadual de Cidades entre setembro de 2023 e março de 2026. Ele afirma ter executado R$ 2 bilhões em obras em 73 municípios. Levantamentos citados no caso apontam ainda R$ 2,3 bilhões direcionados a São Gonçalo, Itaboraí e Belford Roxo, além de R$ 250,5 milhões para São Gonçalo por meio do chamado orçamento secreto desde 2020.

O Ministério Público do Rio investiga a Saur Construções e a DM Invest. Ruas e o irmão, o vereador Nelsinho, são sócios da Saur. Também há um inquérito civil aberto em 2023 para apurar suspeitas de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito envolvendo Ruas e Thiago Saraiva. A assessoria do candidato afirma que as empresas não têm contratos ou vínculos com órgãos públicos.

Auditoria da Controladoria-Geral do Estado apontou possíveis irregularidades na Secretaria de Cidades. Entre elas está um aditivo de 45,4% em contrato de pavimentação, que passou de R$ 99,6 milhões para R$ 144,9 milhões. O documento também registrou contratos de R$ 449,8 milhões ligados a um consórcio liderado pela FP Vieira Engenharia.

O deputado estadual Professor Josemar protocolou pedido de investigação no CAO Saúde sobre a paralisação do hospital. As apurações estão em andamento e não representam condenação. Ruas nega irregularidades. Soranz declarou que Eduardo Paes conseguiria concluir a obra em um ano caso fosse eleito governador.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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