A disputa entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro pode ser decidida pelos eleitores que ainda não escolheram um candidato. O agregado das pesquisas recentes aponta que indecisos, brancos e nulos somam algo como 10% dos votantes, quase 17 milhões de pessoas.
Quando brancos e nulos são retirados da conta, restam 6 milhões de votos, ou 4%. É esse grupo que concentra a atenção das campanhas na reta final da votação.
Os eleitores já alinhados com cada lado parecem consolidados. Por isso, a estratégia decisiva tende a ser a disputa por quem ainda não definiu o voto. O texto também menciona documentos da PF e da PGR que apontariam Flávio Bolsonaro como “formalmente investigado no inquérito sobre o financiamento do filme “Dark Horse” e poderia ser preso”.
Pesquisas recentes
Uma pesquisa publicada no dia 14 indicou crescimento mínimo de Flávio Bolsonaro, que teria ultrapassado Lula da Silva numericamente pela primeira vez. Outras enquetes também apontaram nessa direção.
Na pesquisa Datafolha publicada na quinta-feira, 17, Lula apareceu à frente no primeiro turno, com 39% contra 36% de Bolsonaro. No segundo turno, marcou 46%, ante 44% do adversário.
A análise sustenta que fatos negativos não necessariamente alteram o comportamento desse eleitorado. Entre as razões de rejeição a Lula da Silva, aparecem tanto o slogan “não voto em ladrão” quanto críticas à voz do candidato. Um comentário de leitor citado resume essa reação: “Ninguém mais aguenta a voz de pato rouco dele”.
O argumento central é que rótulos como ladrão podem reunir rejeição, cansaço e dificuldades de explicar racionalmente uma escolha. A acusação também funcionaria como uma forma de o eleitor se declarar inocente e se colocar no lado oposto do candidato rejeitado.
A discussão se estende ao uso da política para benefício pessoal. A análise diferencia essa prática do crime e afirma que, nesse espaço entre vantagem individual e ilegalidade, se fortalece o uso peremptório da expressão “não voto em ladrão”.








