Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Irapuan Costa Júnior deixou um rumo na história da Celg
Brasil

Irapuan Costa Júnior deixou um rumo na história da Celg

Gestão entre 1971 e 1973 fortaleceu o planejamento, a estrutura técnica e a expansão da companhia goiana.

Para Salatiel Soares Correia, Irapuan Costa Júnior foi o mais importante presidente da Celg. A avaliação considera a capacidade do administrador de transformar uma passagem de aproximadamente dois anos pela empresa em um projeto de longo alcance para o desenvolvimento de Goiás.

Irapuan comandou as Centrais Elétricas de Goiás entre 1971 e 1973. Nesse período, segundo a análise de Salatiel, a companhia deixou de ser vista apenas como executora de obras e passou a fortalecer sua capacidade de planejar e executar a expansão do sistema energético.

A gestão valorizou engenheiros, técnicos e outros profissionais especializados. Planejamento, engenharia, financiamento e ampliação da rede passaram a ser tratados dentro de uma mesma visão empresarial. A proposta era antecipar o crescimento do mercado consumidor e preparar os investimentos necessários para o futuro do estado.

Cachoeira Dourada e o financiamento

Um dos principais exemplos foi o encaminhamento da expansão de Cachoeira Dourada. A terceira etapa da usina seria concluída e inaugurada posteriormente, quando Irapuan já ocupava o Governo de Goiás, mas sua gestão na Celg esteve ligada à busca de alternativas para viabilizar o empreendimento.

Diante das dificuldades para obter recursos pelos caminhos convencionais, Irapuan procurou fontes de financiamento, inclusive no mercado financeiro internacional. A ampliação de Cachoeira Dourada permitiria atender ao mercado goiano e gerar excedentes de energia para comercialização fora do estado.

A Celg também buscou recursos no mercado de capitais e colocou ações na Bolsa de Valores de São Paulo. Para Salatiel, o movimento mostrava uma administração interessada em mobilizar recursos para financiar a própria expansão da companhia.

Outro projeto associado à trajetória de Irapuan foi o Plano de Eletrificação do Vale do Araguaia, que ganhou execução posterior, durante seu governo estadual. A eletrificação era tratada como instrumento de desenvolvimento e integração econômica do território.

Ao deixar a presidência, a Celg havia alcançado reconhecimento além de Goiás e chegou a ser apontada como a sexta entre cerca de sessenta e quatro empresas do setor elétrico nacional. Salatiel ressalta que a história da companhia também contou com nomes como Otto Nascimento e Joaquim Guedes de Amorim Coelho.

A conclusão do autor é que a importância de Irapuan não está apenas nas obras realizadas, mas na direção dada à empresa. Ele associou engenharia, planejamento, administração e visão de futuro para transformar a Celg em parte de um projeto maior de desenvolvimento de Goiás.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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