Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (21) aponta que o Banco de Brasília (BRB) teria acumulado perdas de R$ 22,8 bilhões. O valor ainda não foi confirmado publicamente pelo banco como um rombo contábil consolidado e deve ser tratado como uma informação atribuída ao levantamento.
As perdas teriam chegado a cerca de R$ 30 bilhões e sido reduzidas pela atual gestão após a venda de ativos. O documento que reúne os dados teria sido elaborado de forma fragmentada, com acesso restrito à totalidade das informações.
A consolidação do balanço estaria concentrada em duas pessoas, sob supervisão do presidente do BRB, Nelson de Souza. A medida teria como objetivo evitar o vazamento das informações durante o período eleitoral.
Operações com o Banco Master
A maior parcela das perdas estaria ligada a operações envolvendo o Banco Master. O levantamento também aponta prejuízos em patrocínios, financiamentos, operações de crédito imobiliário e outros contratos firmados durante a gestão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
Entre os números citados estão R$ 17 bilhões em ativos considerados problemáticos relacionados ao Master. Também são mencionados contratos de patrocínio esportivo, incluindo o acordo com o Flamengo.
Paulo Henrique Costa foi preso nas investigações relacionadas ao Banco Master. O caso é investigado pela Polícia Federal.
Pedido de recursos ao FGC
Enquanto o banco enfrenta o cenário descrito no levantamento, o Governo do Distrito Federal tenta obter uma operação de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com o objetivo de reforçar a liquidez do BRB.
A operação poderia elevar o custo da dívida para aproximadamente R$ 18,7 bilhões ao longo de 15 anos, considerando juros e demais encargos. Esse valor é uma estimativa do custo total e não corresponde ao principal do empréstimo.
O projeto que autoriza a captação foi enviado pelo governo de Celina Leão à Câmara Legislativa do Distrito Federal. Uma versão anterior recebeu críticas de deputados da base governista por não detalhar taxa de juros, prazo e outras condições financeiras.
A dimensão das perdas ainda deverá ser confrontada com os demonstrativos oficiais do BRB e com eventuais informações apresentadas ao Banco Central e aos órgãos de controle. O material divulgado não apresenta documentação pública que permita verificar de forma independente o cálculo de R$ 22,8 bilhões.








