BRASÍLIA — A retirada do sigilo do inquérito revelou a apreensão de um acervo com armas, munições, equipamentos eletrônicos e um veículo no apartamento de Paulo Henrique Costa, ex-CEO do Banco de Brasília (BRB). A medida foi determinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, após decisão do relator do caso, ministro André Mendonça.
A Polícia Federal cumpriu em 16 de abril de 2026 o mandado de prisão preventiva contra Costa. A ação integra as investigações do Caso Master, que apura supostas fraudes estimadas em R$ 17 bilhões envolvendo compras de carteiras de crédito e propostas de aquisição entre o BRB e o Banco Master. O ex-executivo é investigado por suspeita de ter recebido R$ 146 milhões em propina por meio de bens imóveis.
O que foi recolhido
Durante as buscas, os agentes registraram 26 conjuntos de armamentos e munições de calibres diversos. O material inclui 16 pistolas das marcas Taurus, Glock e Colt; cinco fuzis das marcas Sig Sauer, Taurus e Rossi; duas espingardas, produzidas por Boito e CBC; e um revólver.
Também foram encontrados pacotes e malotes lacrados com milhares de unidades de munição. Entre os bens recolhidos estão um iPhone, um tablet, um notebook, um computador desktop e um Volkswagen T-Cross.
O termo da ocorrência informa que a equipe já sabia que Costa tinha registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). O documento menciona “risco à equipe, sobretudo no que concerne à preservação da integridade física dos policiais”.
A operação começou às 6h, quando Costa estava no imóvel com a esposa e duas filhas. Segundo o relatório, ele autorizou a entrada, não resistiu, colaborou com as buscas e não foi necessário usar força. O contato do advogado mais recente foi procurado, mas mensagens foram deixadas no telefone, sem manifestação registrada.








