Rio de Janeiro, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Lindbergh rebate Nikolas e diz que Lula não criou “taxa das blusinhas”
Brasil

Lindbergh atribui taxa das blusinhas a emenda de deputado do PL

Deputado do PT rebateu Nikolas Ferreira e afirmou que Lula não enviou projeto para criar a cobrança sobre compras de até US$ 50.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) contestou Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre a origem da chamada taxa das blusinhas, encerrada pelo governo federal. Em vídeo publicado nas redes sociais em 13.mai.2026, Lindbergh afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva e o governo não enviaram projeto para criar a cobrança.

O parlamentar atribuiu a medida a congressistas do PL e disse que a taxação nasceu de uma emenda apresentada pelo deputado Joaquim Passarinho (PL). A cobrança incidia sobre compras internacionais de até US$ 50.

Nikolas havia ironizado a decisão do governo de encerrar o imposto. “Esse cara [Lula] acaba de revogar a taxa das blusinhas que ele mesmo criou”, afirmou o deputado. Ele também classificou o fim da cobrança como “o milagre do ano eleitoral” e disse que Lula estaria empenhado para ganhar votos.

Debate sobre a origem da cobrança

Lindbergh também citou o empresário Luciano Hang, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao falar sobre a articulação em Brasília. “Aquele bolsonarista, o Véio Da Havan”, declarou o deputado.

Passarinho negou ter defendido um imposto para penalizar consumidores. O deputado afirmou que sua posição era pela isonomia tributária entre o comércio brasileiro e as plataformas estrangeiras. Ele defendeu regras iguais para os dois lados e a redução de impostos para empresas brasileiras.

A taxa das blusinhas começou a valer em 1º de agosto de 2024. Integrantes do governo, como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Alexandre Padilha, defendiam a cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50.

Fim da taxa

A decisão de encerrar o imposto foi assinada em reunião fechada no Palácio do Planalto, sem acesso da imprensa e fora da agenda oficial do presidente. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, informou que uma medida provisória seria publicada em edição extra do Diário Oficial da União, acompanhada de uma portaria do Ministério da Fazenda.

Mesmo com o fim do imposto federal, permanece a cobrança do ICMS estadual sobre as importações. O governo afirmou que a decisão foi possível após a ampliação da regulamentação do setor e do combate ao contrabando nos últimos anos.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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