O racha no Partido Liberal (PL) ganhou novo capítulo após o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, responder ao senador Wilder Morais e resgatar a ligação do parlamentar com o contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.
A reação veio depois de Wilder chamar Corrêa de político “sabor direita”. O prefeito devolveu a provocação mencionando Cachoeira, o próprio senador, Messias, suposto “rabo preso” e “preguiça”. Na sequência, afirmou que Wilder teria o “sabor amargo da derrota”.
Relação com a carreira política
Wilder, empresário sem experiência pública, entrou no DEM em 2009. No ano seguinte, tornou-se primeiro suplente de Demóstenes Torres. Após a eleição de Marconi Perillo, assumiu a Secretaria de Infraestrutura em 2011.
Uma gravação interceptada pela Polícia Federal em junho de 2012, durante a Operação Monte Carlo, registrou Cachoeira atribuindo a si mesmo participação na chegada de Wilder à suplência e ao primeiro escalão do governo de Marconi.
“Fui eu que te pus na suplência, essa secretaria, fui eu. Você sabe muito bem disso”, disse Cachoeira na conversa. Wilder respondeu que nunca teria encontrado um governo e que não teria sido “merda” nenhuma sem aquela trajetória. Mais tarde, o senador afirmou que o áudio era apenas um fragmento e que tentava encerrar um diálogo constrangedor.
A relação entre os envolvidos também alcançou a esfera pessoal. Andressa Mendonça, ex-mulher de Wilder, se separou e passou a se relacionar com Cachoeira. Na época, Demóstenes Torres intermediou conflitos decorrentes da separação.









