Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Mendonça cede à pressão, abre processos do caso Master e inclui apuração sobre filme de Bolsonaro, Ciro e Claudio Castro
Foto: Reprodução
Brasil

Mendonça amplia acesso a autos do caso Banco Master e inclui investigação sobre Dark Horse

Decisão do ministro do STF também abrange apurações envolvendo Ciro Nogueira, Jaques Wagner e Cláudio Castro.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou nesta sexta-feira (11) o acesso aos autos ligados ao caso Banco Master. A decisão incluiu o procedimento sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, e apurações envolvendo os senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner, além do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.

A medida ocorreu após cobrança da Procuradoria-Geral da República (PGR) e uma determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Na noite de quinta-feira (10), Mendonça havia liberado 15 procedimentos, mas deixou de fora a PET 16.369, que reúne o caso Dark Horse, e outras frentes relacionadas à investigação.

A PGR apontou nesta sexta-feira (11) que parte dos materiais ligados à operação Compliance Zero não havia sido incluída na lista inicial. Com a nova decisão, os autos passam a contemplar também as apurações envolvendo diferentes correntes políticas.

Investigação sobre o filme

A Polícia Federal aponta o senador Flávio Bolsonaro como interlocutor direto do banqueiro Daniel Vorcaro nas negociações para obter recursos destinados ao longa-metragem. Documentos da PF indicam uma operação financeira de cerca de US$ 24 milhões. Desse total, US$ 12,3 milhões foram transferidos em sete parcelas para o fundo Havengate.

O fundo era gerido pelo advogado Paulo Calixto, próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A transferência teria ocorrido a pedido de Vorcaro, conforme relato de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. A delação dele foi homologada por Mendonça nesta semana.

Flávio Bolsonaro é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A defesa do senador nega irregularidades e afirma que a captação de recursos para a produção cinematográfica teve caráter estritamente privado.

A abertura dos autos ocorre a poucos dias da sessão plenária marcada para a próxima terça-feira (15).

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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