Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Projeto volta a monitorar tubarões no Grande Recife após 11 anos
Foto: Ed Machado/Secom
Brasil

Projeto volta a monitorar tubarões no Grande Recife após 11 anos

Ecotuba terá 24 meses para estudar os animais e poderá marcar até 50 tubarões no litoral da região metropolitana do Recife.

O monitoramento científico de tubarões no litoral da região metropolitana do Recife foi retomado nesta sexta-feira (4), após 11 anos. Coordenado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o projeto Ecotuba terá duração de 24 meses e prevê a marcação de até 50 animais.

Em 2026, foram registrados três incidentes com tubarões no litoral do Grande Recife. Um deles terminou com a morte do adolescente Deivson Rocha Dantas, de 13 anos, mordido na Praia de Del Chifre, em Olinda.

As expedições pretendem ampliar o conhecimento sobre os tubarões e reunir dados para aprimorar ações de prevenção, segurança aquática e conservação marinha. A primeira saída teve caráter piloto, para testar equipamentos, embarcação e metodologia.

“a função dela é testarmos o equipamento, a embarcação e a metodologia do projeto”, explicou Danise Alves, secretária executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit). As próximas expedições estão previstas para domingo (6) e segunda-feira (7).

A captura será feita com pesca de espinhel, usando anzóis presos a cabos resistentes às mordidas de grandes predadores e atraídos por iscas de peixes. A bordo, os tubarões passarão por procedimentos conforme as normas do Comitê de Ética no Uso de Animais (Ceua), informou a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha.

Durante o manejo, os olhos dos animais serão cobertos com tecido escuro para reduzir o estresse. Depois da retirada do anzol, serão realizadas medição do corpo, identificação do sexo, ultrassonografia em fêmeas e coleta de tecido e sangue para análises genéticas e de biomonitoramento.

Cada tubarão receberá uma etiqueta de identificação na base da primeira nadadeira dorsal e um microchip implantado por procedimento cirúrgico. O estudo também vai registrar temperatura da superfície do mar, ventos, correntes, salinidade e turbidez da água.

A equipe terá seis pesquisadores e dará preferência ao estudo do tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e do tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), espécies relacionadas aos incidentes na região. O projeto inclui ainda educação ambiental e ciência cidadã.

O investimento total é de R$ 2,052 milhões: R$ 1,052 milhão da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti), por meio da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), e R$ 1 milhão do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema).

De acordo com o Cemit, Pernambuco registrou 84 ocorrências desde 1992. Foram 70 na região metropolitana e 14 em Fernando de Noronha. Atualmente, o monitoramento contínuo ocorre apenas no arquipélago, também sob coordenação da UFRPE.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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