Rio de Janeiro, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Nova espécie de dinossauro emplumado ajuda a investigar a origem do voo
Brasil

Nova espécie de dinossauro emplumado ajuda a investigar a origem do voo

Fóssil achado na China preserva marcas de penas e revela diferenças na evolução de estruturas ligadas ao voo.

Um pequeno dinossauro coberto por penas, encontrado no nordeste da China, foi identificado como uma nova espécie. O Norellraptor barsboldi pertence aos microrraptorinos, grupo próximo das aves na árvore evolutiva, e pode ajudar a reconstruir como surgiram estruturas relacionadas ao voo.

A descoberta foi publicada nesta terça-feira, 29, na revista Nature Communications. O fóssil foi achado por um agricultor perto de Lamadong, na província de Liaoning, e depois doado ao Museu da Universidade Hebei GEO.

Marcas de penas e características ósseas

O esqueleto tem cerca de 57 centímetros e está praticamente completo. Algumas estruturas, porém, se deslocaram após a morte do animal. Marcas de penas foram preservadas perto de um dos braços, no quadril, na cauda e nas pernas.

A conservação não permite reconstruir toda a plumagem com precisão. Os pesquisadores avaliam que o animal pode ter tido penas assimétricas em uma das mãos, característica relevante para investigar a evolução do voo.

A nova espécie foi identificada pela combinação de características ósseas. O animal tinha grandes aberturas no focinho, à frente dos olhos, e uma parte da bacia levemente curvada, terminada em uma pequena projeção. Também apresentava dentes com bordas serrilhadas e uma garra curva no segundo dedo do pé, traço encontrado em dinossauros microrraptorinos.

Crescimento e evolução do voo

Para estimar a idade do Norellraptor, os pesquisadores analisaram ao microscópio uma amostra do rádio, um osso do antebraço. As marcas de crescimento indicam que o animal viveu por mais de dois anos. Como parte das camadas antigas pode ter sido reabsorvida ao longo da vida, a estimativa mais cautelosa é de pelo menos três anos.

A análise mostrou ainda que o crescimento do osso mudou ao longo da vida. Os dados permitem comparar o desenvolvimento dos braços do Norellraptor com o de outros microrraptorinos, embora ainda sejam poucos os fósseis disponíveis para esse tipo de estudo.

Os pesquisadores identificaram 194 mudanças anatômicas na evolução dos microrraptorinos. Deste total, 57 também apareceram na linhagem das aves, mas em uma ordem diferente.

Nos microrraptorinos, mudanças nos dedos teriam ocorrido antes de alterações nos ossos do peito, do ombro e do punho. Na linhagem das aves, a sequência reconstruída foi inversa. Para os autores, isso indica que estruturas semelhantes ligadas ao voo podem ter surgido por trajetórias evolutivas independentes. O fóssil, no entanto, não permite definir sozinho como o Norellraptor se deslocava no ar.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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