Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Risco de guerra em larga escala lidera ameaças globais avaliadas pela ONU
Brasil

Risco de guerra em larga escala lidera ameaças globais avaliadas pela ONU

Pesquisa com cerca de 1,3 mil participantes aponta avanço do risco de conflito e alerta para a baixa preparação internacional.

A possibilidade de uma guerra em larga escala se tornou a principal preocupação entre as 28 ameaças globais avaliadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). O risco avançou 16 posições em relação a 2024, segundo relatório divulgado nesta terça-feira, 15.

A pesquisa reuniu cerca de 1,3 mil representantes de governos, organizações internacionais, empresas, universidades e entidades da sociedade civil. Os participantes analisaram riscos políticos, econômicos, ambientais, sociais e tecnológicos.

Para 36% dos entrevistados, um conflito de grandes proporções poderia afetar uma parcela significativa da humanidade no prazo de um ano. Considerando os próximos sete anos, o índice chega a 76%.

Conflitos ganham espaço entre os riscos globais

A guerra foi a única ameaça a aparecer entre as seis primeiras posições em todos os critérios usados no levantamento. A análise considerou a importância de cada risco, a proximidade de seus possíveis efeitos, a conexão com outras ameaças e o preparo das instituições para enfrentá-las.

O relatório aponta que um conflito amplo poderia atingir o comércio internacional, o abastecimento de alimentos e energia, as cadeias produtivas, os mercados financeiros, os fluxos migratórios e as relações diplomáticas.

A mudança marca uma diferença em relação a 2024, quando preocupações ambientais, desinformação e riscos sanitários tinham maior presença entre as prioridades. Agora, conflitos, rivalidades geopolíticas e o enfraquecimento do Estado de Direito ocupam posição mais central.

A preocupação com guerras aparece entre os dez principais riscos nas sete regiões analisadas pela ONU. Em seis delas, a ameaça de uma guerra em larga escala e as tensões geopolíticas estão entre os cinco primeiros riscos. Em 2024, os dois temas apareciam juntos entre as cinco maiores preocupações em apenas uma região.

Tecnologia, clima e preparação internacional

As armas de destruição em massa entraram entre os dez principais riscos na Ásia Central e Meridional, na África Subsaariana e na Oceania. Na Ásia Oriental e no Sudeste Asiático, cresceram as preocupações com os efeitos da inteligência artificial, a concentração de poder nas grandes empresas de tecnologia e uma possível crise financeira mundial.

Riscos tecnológicos também passaram a integrar as dez maiores ameaças percebidas na Europa e na América do Norte. Os participantes demonstraram preocupação com a capacidade do sistema multilateral de responder aos efeitos econômicos e sociais da inteligência artificial e à velocidade das transformações tecnológicas.

As mudanças climáticas continuam entre os riscos mais relevantes. Quando a pergunta trata especificamente da importância das ameaças, a falta de ações suficientes contra o aquecimento global aparece como o risco mais importante.

Pandemias e riscos biológicos, por outro lado, perderam posições e deixaram de figurar entre as dez principais ameaças em todas as regiões analisadas. O resultado não elimina o risco de uma nova emergência sanitária, mas mostra que outras crises passaram a ser vistas como mais urgentes.

ONU não prevê uma Terceira Guerra Mundial

O levantamento não representa uma previsão de que uma Terceira Guerra Mundial ocorrerá. A pesquisa mede a percepção dos especialistas sobre ameaças consideradas relevantes, próximas e capazes de afetar uma parcela significativa da população mundial.

Além disso, 86% dos entrevistados consideram inadequados os recursos atualmente destinados à redução dos riscos globais. A cooperação entre governos aparece como uma das principais formas de evitar que ameaças isoladas se transformem em crises de grandes proporções.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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