Rio de Janeiro, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Operação investiga caça e venda ilegal de tartarugas no Araguaia
Brasil

Operação investiga caça e venda ilegal de tartarugas no Araguaia

Polícia Civil cumpriu oito mandados em Mato Grosso e Goiás contra grupo suspeito de atacar área de conservação.

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira, 30, a Operação Iurará para desarticular um grupo suspeito de caçar, comercializar e abater tartarugas no Refúgio de Vida Silvestre Quelônios do Araguaia. A unidade fica na margem do Rio das Mortes, nos municípios de Ribeirão Cascalheira, Cocalinho e Nova Nazaré.

A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e Goiás.

Mandados em dois estados

As ordens judiciais alcançaram cinco propriedades rurais em Ribeirão Cascalheira, dois endereços residenciais em Goiânia e um estabelecimento comercial em Aparecida de Goiânia. O município fica a cerca de 900 km de Cuiabá.

As investigações apontam que um fazendeiro e empresário do ramo de cosméticos liderava o grupo. Ele teria usado uma fazenda às margens do Rio das Mortes, situada em frente à área protegida, para coordenar os ataques. A própria esposa e funcionários da propriedade estariam entre os suspeitos.

A Polícia Civil suspeita que os animais capturados fossem destinados à venda clandestina no mercado ilegal. Os investigados podem responder por caça, venda e comércio de animais silvestres, abate, dano ambiental e associação criminosa.

Período de reprodução

A investigação indica que a caça ocorria de forma recorrente no refúgio, próximo ao Parque Estadual do Araguaia. Entre setembro e outubro, durante a seca, praias de areia surgem às margens dos rios da região. Nesses locais, a tartaruga-da-Amazônia, também chamada de iurará, se concentra para reprodução e desova.

A movimentação dos animais facilita a localização pelos caçadores. Além da tartaruga-da-Amazônia, o cágado também estaria entre os alvos.

O Parque Estadual do Araguaia integra um conjunto de unidades de conservação no Vale do Araguaia e tem mais de 223 mil hectares. A área é de proteção integral e fica na faixa de transição entre o cerrado e a floresta amazônica.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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