Rio de Janeiro, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Policial militar é condenado a 14 anos por homicídio em Anápolis
Brasil

Policial militar é condenado a 14 anos por homicídio em Anápolis

Thiago Marcelino Machado foi sentenciado pelo Tribunal do Júri; MPGO recorreu para tentar aumentar a pena.

Thiago Marcelino Machado foi condenado a 14 anos de prisão pelo homicídio duplamente qualificado de Lucas Eduardo de Lima Dutra, morto a tiros em Anápolis. O julgamento ocorreu na última terça-feira, 16, no Tribunal do Júri da cidade.

Os jurados reconheceram o crime, a autoria e as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. A sentença também determinou a prisão imediata de Thiago, a perda do cargo público e o pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil pelos danos provocados pelo crime.

Isac Fernando Bastos Sousa e Denilson de Oliveira Custódio, os outros dois réus do processo, foram absolvidos. O pedido foi feito pelo próprio Ministério Público de Goiás (MPGO), que durante o julgamento defendeu a condenação apenas de Thiago.

Circunstâncias do crime

O homicídio aconteceu em 25 de maio de 2023, em um terreno baldio ao lado de uma residência. Conforme a denúncia, Lucas foi atingido por disparos de arma de fogo. A investigação reuniu elementos sobre uma possível alteração proposital da cena e a apresentação de versões para dar aparência de legalidade à ação policial. A decisão também menciona indícios de que a vítima teria sido executada de forma planejada e estava amarrada.

Na dosimetria, a pena-base ficou em 14 anos de reclusão. A Justiça reconheceu a agravante do motivo torpe e a atenuante da confissão. As duas circunstâncias foram compensadas, mantendo o total em 14 anos.

Thiago já havia perdido o cargo público por uma condenação anterior. Nesse caso, recebeu pena de 16 anos e 4 meses pela morte de Guilherme Vieira Camilo, em Anápolis, em 2014.

Ministério Público recorre

O MPGO recorreu para tentar elevar a pena. A promotora de Justiça Márcia Gomes Bueno argumenta que a condição de policial militar e o uso do cargo durante o crime deveriam aumentar a reprovação da conduta.

O Ministério Público também questiona o reconhecimento da confissão espontânea. Para a acusação, Thiago não admitiu o homicídio e apresentou a versão de que Lucas morreu durante um confronto policial, hipótese rejeitada pelos jurados.

O recurso ainda aponta a ausência da companheira da vítima no Registro de Atendimento Integrado. Segundo informações da Polícia Civil, ela estava no local durante a abordagem, teria sido mantida em um veículo descaracterizado e depois levada à Rodoviária de Anápolis para deixar a cidade. Ela tinha um mandado de prisão em aberto.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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