A Usina Hidrelétrica São Simão concluiu a modernização da terceira de suas seis unidades geradoras e prepara a construção de uma sétima máquina. Operado pela SPIC Brasil, o complexo fica na divisa entre Goiás e Minas Gerais e poderá alcançar aproximadamente 2.020 MW de capacidade instalada.
A Unidade Geradora 3 foi renovada em 10,3 meses, abaixo do prazo de 12 meses estabelecido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico e pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Com a conclusão, metade das unidades atuais já passou pelas intervenções. A próxima será a Unidade Geradora 1, que será retirada temporariamente de operação.
Modernização das máquinas
O programa prevê mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos ao longo de dez anos. A SPIC Brasil pretende concluir a renovação das seis unidades até 2029. A expectativa é prolongar a operação das máquinas por pelo menos mais 30 anos, além de elevar a eficiência, a confiabilidade e a segurança dos equipamentos.
São Simão tem atualmente 1.710 MW de capacidade instalada, geração equivalente ao atendimento de aproximadamente 6 milhões de residências. As obras incluem novos transformadores, reforma das pontes rolantes e a troca do sistema analógico de controle por uma plataforma totalmente digital.
A desmontagem da UG3 durou cerca de três meses e envolveu estruturas de até 410 toneladas. Também foi movimentado um portão de vagão com 12 metros de altura. O trabalho é realizado por um consórcio liderado pela GE Vernova, com participação da Powerchina.
A GE Vernova responde pela engenharia, integração, instalação e comissionamento de turbinas, geradores e equipamentos auxiliares. A Powerchina atua nos sistemas hidromecânicos e no fornecimento de componentes elétricos e mecânicos.
Nova unidade prevista para 2030
A futura Unidade Geradora 7 terá capacidade de 310 MW. O projeto foi habilitado no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 e deverá receber aproximadamente R$ 1,4 bilhão. A previsão é iniciar a operação comercial em 2030.
A nova unidade será construída por um consórcio formado pela Dongfang Electric Corporation e pela China Gezhouba Group Corporation. A Dongfang ficará responsável pela engenharia, supervisão técnica e fornecimento da turbina Francis e do gerador. A CGGC fará a montagem dos equipamentos.
Com a expansão, a capacidade do complexo poderá subir de 1.710 MW para aproximadamente 2.020 MW. A nova geração será incorporada à estrutura existente, ampliando a oferta de energia renovável sem a construção de uma usina completamente nova.
Os projetos de modernização e expansão têm contratos e cronogramas separados, mas compartilham recursos, processos e experiências técnicas. Juntos, envolvem cerca de R$ 2,6 bilhões.








