Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Senado pode ter recorde de mulheres eleitas em 2026
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Senado pode ter recorde de mulheres eleitas em 2026

Levantamento aponta 15 candidatas favoritas e outras 14 competitivas na disputa por 54 vagas do Senado.

A eleição para o Senado em 2026 tem o maior número de mulheres candidatas dos últimos 16 anos e pode produzir a maior bancada feminina da história da Casa. Um levantamento baseado nas pesquisas mais recentes da Quaest aponta 15 candidatas em situação de favoritismo e outras 14 com candidaturas competitivas na disputa pelas 54 vagas, sendo duas em cada estado.

O cenário reúne nomes de diferentes correntes políticas. Entre as candidatas citadas estão Gracinha Caiado (União Brasil), em Goiás; Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), em São Paulo; Benedita da Silva (PT), no Rio de Janeiro; Marília Campos (PT), em Minas Gerais; e Manuela D’Ávila (PSOL), no Rio Grande do Sul.

Também aparecem Gleisi Hoffman (PT), no Paraná; Carol De Toni (PL), em Santa Catarina; Michelle Bolsonaro (PL), Leila do Vôlei (PDT), Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL), no Distrito Federal; Janaína Riva (MDB), em Mato Grosso; e Soraya Thronicke (PSB), em Mato Grosso do Sul.

A lista inclui ainda Teresa Surita (MDB), em Roraima; Sílvia Cristina (PP), em Rondônia; Rayssa Furlan (Podemos), no Amapá; Mara Rocha (Republicanos), no Acre; Roseana Sarney (MDB), no Maranhão; Zenaide Maia (PSD) e Samanda de Lula (PT), no Rio Grande do Norte; Marília Arraes (PDT), em Pernambuco; Marina JHC (PSDB), em Alagoas; e Luizianne Lins (Rede), no Ceará.

Projeção de crescimento

Se pelo menos dez candidatas forem eleitas em outubro, o resultado igualará o pleito de 2014 como o de maior proporcionalidade feminina no Senado: 18,5%, com cinco dos 27 senadores eleitos sendo mulheres. O recorde de eleitas em um pleito é de oito senadoras, registrado em 2002 e 2010.

As mulheres representam 22% das candidaturas, contra 78% dos homens. A proporção é de cerca de 3,5 homens na disputa para cada mulher.

O cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), afirma que a presença feminina deixou de estar concentrada em uma única corrente ideológica. Há candidaturas competitivas à esquerda, ao centro e à direita, incluindo nomes ligados à base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ao campo bolsonarista e a outros grupos políticos.

Medeiros cita como exemplos de lideranças jovens Janaína Riva, de 37 anos, e Marina JHC, de 35 anos. O levantamento também aponta nomes como Roseana Sarney, ex-governadora do Maranhão; Rose de Freitas, ex-senadora capixaba; e Gracinha Caiado, ex-primeira-dama de Goiás.

Para Carolina Botelho, pesquisadora do INCT/SANI, o avanço ainda é insuficiente. Ela avalia que a participação feminina no Legislativo cresce ao longo dos anos, mas permanece abaixo de uma representação proporcional na sociedade. Na análise da pesquisadora, a falta de recursos financeiros, apoio nas campanhas e incentivos nos espaços de decisão mantém muitas mulheres afastadas da política, mesmo com as cotas.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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