Rio de Janeiro, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Revista piauí diz que Flávio Bolsonaro viajou para safári com envolvido em fraude no INSS; assunto respinga na campanha do Paraná
Brasil

Viagem de Flávio Bolsonaro é usada contra Sergio Moro em campanha no Paraná

Reportagem relaciona senador a pessoas investigadas por fraudes em descontos do INSS; adversários cobram Moro por alerta recebido em 2019.

Uma viagem de Flávio Bolsonaro à África do Sul, em 2025, passou a ser explorada na campanha eleitoral do Paraná. O candidato do PL à Presidência participou de um safári com pessoas que depois foram alvo de investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

A viagem foi organizada em um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”, identificado pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apreendido durante a Operação Sem Desconto. Além de Flávio e Weverton, o grupo reunia o advogado Willer Tomaz, investigado no caso e alvo de busca e apreensão.

Também participou o empresário Carlos Alberto de Sá, sócio da VTCLog. Em 2021, a CPI da Covid pediu o indiciamento dele por suspeitas de irregularidades em contratos da empresa com o Ministério da Saúde. Entre os pontos citados estavam saques de R$4,7 milhões em dinheiro vivo e pagamentos de despesas pessoais de um diretor da pasta.

Outros vínculos citados

A empresa Bravo Grafeno, da qual Flávio é sócio, está registrada no mesmo endereço de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele é apontado nas investigações como um dos operadores do esquema. A relação foi apresentada à Procuradoria-Geral da República, em uma representação que pede apuração.

Outro vínculo envolve Willer Tomaz. Flávio usou, durante a campanha eleitoral, um apartamento pertencente a uma empresa do advogado. Tomaz também foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto e aparece nas investigações da Polícia Federal.

Moro entra no debate

As informações passaram a circular em grupos de WhatsApp no sábado (19), atingindo também a campanha de Sergio Moro ao governo do Paraná. Adversários do senador lembraram que, em julho de 2019, quando era ministro da Justiça, ele participou de uma reunião sobre reclamações de descontos não autorizados em benefícios de aposentados.

O encontro ocorreu após o Procon-SP encaminhar ao Ministério da Justiça queixas sobre o tema. Documento do órgão registra a presença de Moro, do secretário Nacional do Consumidor e do presidente do INSS. Naquele momento, já haviam sido contabilizados mais de 16 mil atendimentos relacionados a descontos indevidos desde 2017.

As mensagens que acompanham a notícia afirmam que Moro recebeu o alerta enquanto as denúncias começavam a ganhar força. Os descontos, porém, continuaram nos anos seguintes, até o esquema ser revelado pela Operação Sem Desconto.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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