Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Bia Soull usa o funk para cantar desejo, autonomia e segurança sexual
Foto: Divulgação
Entretenimento

Bia Soull usa o funk para cantar desejo, autonomia e segurança sexual

Aos 24 anos, cantora fala sobre o álbum Pornografia Auditiva, bissexualidade, masculinidade e as experiências que moldaram sua música.

Aos 24 anos, Bia Soull transformou o desejo feminino no centro de seu álbum de estreia, Pornografia Auditiva. No trabalho, a cantora aborda prazer, bissexualidade, masculinidade frágil e autonomia sexual a partir da perspectiva de uma mulher que deseja, e não apenas é desejada.

“Eu estou falando como uma mulher desejante e trazendo questões sobre masculinidade frágil, bissexualidade e assuntos sociais”, afirma Bia. Para ela, o sexo também é um tema social e político.

Funk, prazer e cuidado

A artista conta que passou a enfrentar resistência quando começou a frequentar estúdios de funk, por volta dos 20 anos. Segundo Bia, havia uma tentativa de limitar sua criação à imagem de uma mulher desejada pelos homens. Hoje, ela também circula por cenas como o rap e o ballroom LGBT.

Nas músicas, Bia trata de experiências sexuais diversas e de temas como prazer anal entre homens heterossexuais, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e autonomia para escolher como viver a própria sexualidade. Em uma das faixas, defende que pessoas sexualmente ativas precisam se cuidar para continuar explorando seus desejos.

O show do álbum amplia essa proposta com coreografias e uma atmosfera intimista. A cantora diz querer que mulheres se sintam confortáveis para falar sobre sexo como pessoas desejantes. Fãs relatam que suas músicas estimularam novas experiências e deram coragem para lidar com desejos antes misturados à vergonha.

Caminho até a música

Nascida no Paraná, Bia cresceu cercada de música. Até os 12 anos, seus pais mantiveram uma banda de blues. Ela também fez balé, ginástica rítmica e teatro.

Aos 15 anos, depois de cantar O Bêbado e a Equilibrista, de Elis Regina, em uma peça, percebeu que queria seguir pela música. Mais tarde, formou com a mãe a dupla de rap Crias MCs, que se apresentou para plateias locais de cerca de 50 pessoas.

Aos 18 anos, morando sozinha, abriu um brechó e começou a gravar músicas solo. Depois, mudou-se para Florianópolis (SC) e encontrou na prostituição uma forma de financiar o projeto de se tornar artista. A experiência também mudou sua visão sobre sexo, dinheiro, autonomia e segurança.

Bia prepara ainda o lançamento de Dildo, faixa sobre uma mulher apaixonada por um vibrador. Para a cantora, relacionamentos com pessoas que compreendem os riscos e respeitam seus limites são parte essencial de uma vida sexual autônoma.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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