Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Renee e April se casam sem romance; Samantha e Jacob desafiam rótulos
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Renee e April se casam sem romance; Samantha e Jacob desafiam rótulos

Duas histórias ampliam o debate sobre casamento, sexualidade, intimidade e os diferentes formatos de família.

Renee Wong e April Lee transformaram uma amizade de 15 anos em casamento, mesmo sem atração romântica ou sexual entre as duas. Em outra história que ganhou repercussão nas redes, Samantha Wynn Greenstone se casou com Jacob Hoff, um homem gay. Os casos mostram relações que não seguem o modelo romântico tradicional.

As amigas se conheceram aos 12 anos, em Singapura, e mantiveram o vínculo mesmo depois que Renee se mudou para Los Angeles, nos Estados Unidos. Durante a pandemia, chegaram a passar até 12 horas por dia em chamadas de voz. Em 2023, Renee voltou a morar em Los Angeles, e as duas passaram a dividir a casa.

O casamento veio depois que problemas de saúde fizeram as amigas perceberem que, embora se considerassem família, não tinham reconhecimento legal como parentes. No início de 2024, elas se casaram. As duas são bissexuais, mas não sentem atração uma pela outra e não mantêm exclusividade romântica.

“Queríamos nos casar para que, se acontecesse qualquer coisa, pelo menos fôssemos reconhecidas perante a lei como família”, diz April.

Um casamento entre orientações diferentes

Samantha e Jacob se conheceram em 2015, durante a escalação para uma peça de teatro musical. O namoro começou pouco tempo depois, em 2016, e os dois se casaram na Flórida, nos Estados Unidos, após sete anos juntos.

Eles definem a relação como monogâmica e usam o termo relacionamento de orientação mista, já que cada um tem uma orientação sexual diferente. Jacob afirma que o casamento não mudou a forma como ele define a própria sexualidade.

“Eu só me atraio por homens. O fato de a Samantha ser minha parceira, ser minha esposa, transcende isso e não tem nada a ver com a minha sexualidade”, declarou.

O casal passou a compartilhar a história no TikTok. No fim do ano passado, Samantha e Jacob deram as boas-vindas ao primeiro filho. Eles disseram que continuarão dividindo a experiência da parentalidade, respeitando o consentimento dos filhos sobre a própria identidade.

Novas formas de construir vínculos

Para a psicóloga Renata de Azevedo, especialista em terapia de casal pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o casamento tradicional continua presente, mas ocupa um lugar diferente nos projetos de vida. Ela afirma que há maior aceitação de configurações familiares diversas, enquanto o desejo de casar ainda existe entre muitos jovens.

A especialista ressalta que parentalidade, intimidade emocional, sexualidade, compromisso e romance não são necessariamente a mesma coisa. Segundo Renata, nenhum formato garante sozinho um vínculo saudável: é preciso considerar acordos, limites, conflitos, autonomia, intimidade e compromisso.

Renee e April também avaliam a possibilidade de ter filhos por adoção, inseminação ou por meio de um eventual relacionamento romântico de uma delas. Para as duas, o mais importante seria oferecer um ambiente em que a criança pudesse crescer e ser ela mesma.

As histórias, na avaliação da psicóloga, ampliam as possibilidades de pertencimento e compromisso. Elas mostram que construir uma vida em comum pode assumir diferentes formas, sem depender de um único tipo de vínculo.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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