A sexualidade também pode fazer parte do autocuidado, mas isso não significa transar mais ou seguir uma frequência ideal. Conhecer o próprio corpo, entender o que dá prazer, conversar sobre desejos e estabelecer limites são formas de cuidar do bem-estar sexual.
A ideia é deixar de tratar o sexo como uma obrigação ou uma prova de desempenho. Mais importante do que a quantidade de relações ou de orgasmos é perceber como cada experiência afeta a pessoa e se existe conforto, conexão e vontade.
Uma pesquisa do aplicativo de relacionamento Happn com 1.084 usuários brasileiros mostrou que 51% consideram a saúde sexual um pilar fundamental do equilíbrio emocional e da qualidade de vida. Entre as pessoas com 36 anos ou mais, esse índice chega a 58%.
Menos cobrança, mais conexão
Para 61% dos entrevistados, conexão emocional, confiança e uma experiência compartilhada são prioridades na intimidade. O resultado reforça uma visão em que a qualidade do encontro pesa mais do que a frequência das relações.
A percepção muda conforme a faixa etária. Entre quem tem 18 a 25 anos, 41% relacionam a sexualidade a relaxamento, redução do estresse e equilíbrio emocional. No grupo com 36 anos ou mais, 58% veem a saúde sexual como parte do equilíbrio emocional e da qualidade de vida.
Investir em um vibrador ou em outro brinquedo sexual também pode ser uma maneira de explorar novas possibilidades de prazer. A escolha pode estar ligada à descoberta individual, sem a necessidade de atender ao desejo de outra pessoa. O mercado oferece itens para diferentes estímulos, experiências e necessidades, inclusive opções voltadas ao prazer feminino.
O autocuidado sexual ainda pode incluir mudanças na rotina. Conhecer um motel temático, reservar um quarto de hotel, experimentar uma fantasia, usar um brinquedo, preparar o ambiente ou dedicar mais tempo às preliminares são possibilidades para criar uma experiência diferente. A proposta não é fazer algo mais ousado, e sim abrir espaço para sair do automático.
Dizer não também faz parte
Não existe uma quantidade mínima de relações capaz de definir se alguém vive bem a própria sexualidade. O desejo, o corpo e a rotina mudam, e a relação com o sexo pode acompanhar essas mudanças.
Em uma fase, alguém pode querer se masturbar todos os dias, mas não ter vontade de viver uma troca sexual. Em outra, pode desejar novas experiências ou preferir não experimentar nada. Ter liberdade para escolher inclui dizer não sem culpa — e também reconhecer quando existe vontade de transar.








