SÃO PAULO — O Museu de Arte de São Paulo inaugura nesta sexta-feira (11) uma passagem subterrânea entre os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, na Avenida Paulista. O espaço recebe Pietrolina (2026), obra criada por Beatriz Milhazes especialmente para o local.
A passagem permite que o público percorra a programação do museu de forma contínua e amplia a estrutura do Masp, que passa a funcionar como um complexo cultural. De acordo com o museu, trata-se da primeira passagem subterrânea dessa escala em uma instituição do tipo na América Latina.
Uma obra feita para o percurso
O nome Pietrolina combina referências aos dois edifícios conectados pelo túnel. A obra nasceu da relação de Beatriz com Avenida Paulista, quadro doado pela artista ao acervo do Masp durante sua retrospectiva no museu, realizada em 2020.
A partir da pintura, ela desenvolveu o desenho e a paleta de cores da nova instalação, que reúne formas orgânicas e elementos florais. A composição foi distribuída por diferentes momentos e áreas do caminho, criando uma sequência de formas e cores para quem atravessa o espaço.
Na parede oposta, fragmentos de espelhos dourados refletem a pintura e os visitantes. “A ideia era refletir a pintura e o visitante, tornando-o parte da imersão”, afirma Beatriz.
A artista também se inspirou na experiência de um desfile, em que o espectador atravessa a obra. Para a passagem, porém, ela propõe uma pausa no ritmo da cidade. Nascida no Rio de Janeiro e com ateliê na cidade, Beatriz diz ter criado uma relação de amor com a capital paulista.
“Ocupar esse espaço é um grande presente”, afirma. A intenção, segundo ela, é levar o público a desacelerar e entrar em outro ritmo por meio das cores e das formas.








