Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Autoconhecimento e liberdade guiam a masturbação feminina, diz sexóloga
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Autoconhecimento e liberdade guiam a masturbação feminina, diz sexóloga

Gislene Teixeira recomenda explorar o corpo sem pressa, testar estímulos e deixar de lado a cobrança por um orgasmo rápido.

A masturbação feminina não segue uma fórmula única. Há mulheres que preferem os dedos, outras recorrem a vibradores, sugadores ou dildos, enquanto algumas se excitam com fantasias, vídeos e contos eróticos. Para a sexóloga Gislene Teixeira, o ponto de partida é conhecer o próprio corpo e entender quais estímulos proporcionam conforto e prazer.

Um estudo publicado em 2024 no International Journal of Impotence Research, com 1.799 mulheres sexualmente ativas, identificou experiências variadas de orgasmo durante a masturbação. Entre as participantes, 40,7% associaram principalmente o orgasmo à estimulação clitoriana; 18% relataram predominância da estimulação vaginal; e 41,2% disseram experimentar orgasmos ligados aos dois tipos de estímulo.

Teixeira afirma que vergonha, culpa e desconhecimento da anatomia podem dificultar a descoberta do prazer. A falta de lubrificação também pode causar desconforto ou dor. Além disso, cansaço, estresse, ansiedade, experiências negativas e baixa autoestima podem interferir na libido.

“É justamente se entregar ao momento que é seu, ter leveza e não se cobrar em busca de resultado rápido ao orgasmo”, orienta a sexóloga. Ela sugere começar pela observação do próprio corpo, inclusive com o auxílio de um espelho, e explorar diferentes regiões, ritmos, velocidades e intensidades.

A recomendação é interromper ou mudar o estímulo sempre que algo deixar de ser confortável. A experiência pode incluir o corpo inteiro, com atenção à respiração, à temperatura da pele e às sensações provocadas por cada toque.

Preferências variam

Yasmin Jesus, estudante de artes cênicas, contou que costuma se masturbar depois do banho e usar vibrador. Seu estímulo preferido envolve movimentos circulares ao redor do clitóris, e ela também relatou que a prática ajuda a relaxar quando está estressada.

Juliana disse preferir os dedos e usar a imaginação. Elisângela Macedo recorre a um dildo realista quando está estressada ou com a libido elevada, especialmente no período pré-menstrual. Samantha Graystorm, mulher trans, afirmou preferir as mãos, o plugue e contos eróticos, além de usar óleo ou creme para reduzir o atrito.

Bruna relatou que passou dos dedos aos sugadores e considera a masturbação importante para o bem-estar. Luana Lumertz, também sexóloga, disse usar principalmente o sugador de clitóris, mas alternar com os dedos e, ocasionalmente, com a técnica de edging. Para ela, a masturbação acontece quando há vontade e pode ajudar no relaxamento.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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