MANAUS — Em um único dia, Manaus oferece um roteiro que combina a arquitetura do ciclo da borracha, arte indígena, rios amazônicos e ingredientes locais. A programação passa por pontos históricos, experiências na floresta e restaurantes do Centro Histórico.
Às 8h, o Hotel Villa Amazônia é uma opção para começar com um mergulho. Instalado em um casarão histórico tombado, construído em 1907 e restaurado com toques modernistas, o hotel tem uma piscina de pedras naturais cercada por jardim tropical. Os 29 quartos ficam voltados para o pátio verde, próximo ao Teatro Amazonas. No café da manhã, o x-caboquinho reúne tucumã, banana pacovã frita e queijo coalho.
História e produção indígena
A visita guiada ao Teatro Amazonas revela detalhes que não aparecem na fachada. A cúpula tem 36 mil peças de cerâmica esmaltada nas cores da bandeira brasileira. O prédio, fundado em 1896, também reúne escada de mármore italiano, lustres de vidro de Murano e um Salão Nobre com piso feito de quatro tipos de madeira.
Perto dali, a GaleriAmazônica apresenta cestarias, cerâmicas, esculturas e pinturas produzidas por povos indígenas de diferentes regiões da Amazônia. As obras têm autoria e procedência identificadas, e 60% do valor das vendas é destinado diretamente aos produtores.
No almoço, o Largo de São Sebastião concentra opções como o Tambaqui de Banda, com peixe assado na brasa, baião de dois, farofa e vinagrete. Na Largo Tacacaria, o tacacá é preparado com tucupi, goma de mandioca, jambu e camarão.
Rios e sabores amazônicos
Às 15h, o passeio segue para o ponto em que as águas escuras do Rio Negro encontram as águas barrentas do Rio Solimões. Uma alternativa é estender a navegação até o Parque Ecológico do Janauari, com passagem por igarapés e pelo lago das vitórias-régias. Na época de cheia, o trajeto inclui trechos de floresta alagada.
Às 20h, o Restaurante Caxiri encerra o roteiro com vista para o Teatro Amazonas iluminado. A chef Débora Shornik trabalha com ingredientes locais, sazonalidade e técnicas aprendidas com cozinheiras indígenas e caboclas. Entre os pratos estão ceviche no tucupi, supreme de tambaqui e arroz de tacacá. A sobremesa inclui sorvete de castanha com tucupi preto do povo Wapichana.








