PARIS — Daniel Roseberry apresentou o verão 2027 da Schiaparelli com a proposta de consolidar a identidade da maison no prêt-à-porter. Desde 2023, quando comandou o primeiro desfile da categoria na história da marca, o estilista trabalha para levar a força, o surrealismo e a opulência da alta-costura a roupas para o dia a dia.
A coleção foi apresentada na última quinta-feira, em Paris, dentro de uma estratégia que Roseberry associa à destilação, à essência e à consistência em um mercado de prêt-à-porter que considera saturado. Para isso, ele desmontou códigos da couture e os reorganizou em peças separadas, pensadas para combinações diferentes.
O encontro entre a identidade francesa da Schiaparelli e as raízes texanas do estilista também guiou a temporada. O sportswear americano apareceu de forma mais direta, ao lado de vestidos com decotes e recortes geométricos em preto, cru e tons neutros. Conjuntos com babados esculturais, vestidos longos com laços tridimensionais, calças amplas de alfaiataria, seda e veludo e shorts sobre camisas sociais ampliaram a mistura de referências.
Detalhes surrealistas
O surrealismo da casa surgiu nas roupas e nos acessórios. A seleção incluiu saltos em formato de boca e rosto, além de brincos com formas de aranha, galo, couve-flor e tentáculos.
O arquivo de Elsa Schiaparelli também foi retomado. A série de jaquetas “Elsa” reuniu referências de diferentes períodos da história da maison, enquanto mariposas encontradas nos arquivos foram bordadas à mão em uma saia de tule.








