A influenciadora e estudante de psicologia Yasmin Gomes denunciou que fotos publicadas em suas redes sociais foram usadas sem permissão em um grupo no Telegram. Ela soube do caso após ser avisada por um seguidor e decidiu investigar.
Inicialmente, Yasmin afirmou que pensou se tratar de uma mentira ou de imagens produzidas por inteligência artificial. Ao localizar o grupo, descobriu que suas selfies apareciam ao lado de vídeos explícitos de homens se masturbando. O espaço era descrito como um grupo de “gooners”, termo usado na internet para pessoas viciadas em pornografia ou envolvidas em masturbação prolongada.
Segundo a influenciadora, muitas imagens eram fotos de rosto, sem decote, poses ou expressões de teor sexual. Ela também disse que algumas tinham sido publicadas nos stories cinco anos atrás. “Achei que era mentira ou que tinham usado inteligência artificial”, declarou.
A descoberta deixou Yasmin assustada e com medo de publicar novos conteúdos. Ela contou que passou a questionar até o ato de postar uma selfie, por não ter controle sobre o uso das imagens depois que elas são compartilhadas nas redes.
“Não eram selfies com decote”, afirmou a estudante, ao explicar que as fotos usadas no grupo eram imagens comuns. Para Yasmin, a responsabilidade pelo abuso não é de quem publica uma foto normal, mas de quem transforma o corpo de outra pessoa em objeto.
No Brasil, o compartilhamento não autorizado de fotos íntimas ou falsificadas por inteligência artificial no Telegram é crime. Os responsáveis podem ser punidos com base no Artigo 218-C do Código Penal, que prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão.








