Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Clubes mais ricos travam plano comercial da Premier League
Foto: IMAGO/Every Second Media
Futebol

Clubes mais ricos travam plano comercial da Premier League

A liga quer ampliar os pacotes coletivos de publicidade, mas o Big 6 teme perder autonomia para gerar receitas próprias.

A Premier League tenta ampliar a receita comercial da competição, mas esbarra na resistência de Manchester United, Manchester City, Liverpool, Arsenal, Chelsea e Tottenham. Os seis clubes mais ricos do campeonato não estão convencidos de que a venda conjunta de mais propriedades publicitárias será vantajosa para eles.

A proposta da liga inclui reunir, principalmente, os painéis de LED instalados no entorno dos estádios. Esses espaços seriam oferecidos em pacotes maiores a patrocinadores, com a expectativa de elevar o faturamento anual desse tipo de exploração de cerca de 200 milhões de libras para até 750 milhões de libras.

Controle dos ativos e divisão da receita

O Big 6 prefere manter sob comando próprio uma parcela maior dos ativos comerciais. A avaliação desses clubes é que a centralização pode reduzir a liberdade para ampliar o faturamento individual, usando suas marcas, torcidas e alcance internacional.

A distribuição do dinheiro também é um ponto sensível. Hoje, a verba comercial é repartida igualmente entre os clubes. Nos repasses da temporada 2024/25, a Premier League destinou 158 milhões de libras nessa área, dentro de aproximadamente 2,8 bilhões de libras distribuídos no total. Cada equipe recebeu cerca de 7,9 milhões de libras.

A previsão para os pagamentos da temporada 2025/26, que devem ser divulgados em setembro, é de uma receita comercial total próxima de 200 milhões de libras. A liga entende que esse valor poderia crescer mais se passasse a negociar um inventário maior em nome dos 20 clubes.

Os times de maior audiência e alcance internacional, porém, dificilmente aceitariam receber exatamente a mesma quantia que os clubes menores caso a exploração comercial aumente. Nenhum acordo foi fechado até agora. O tema foi debatido em fevereiro e novamente em junho, antes da Assembleia Geral Anual da Premier League, e deve retornar na próxima reunião de acionistas, marcada para 24 de setembro.

Direitos comerciais no centro de disputa maior

A resistência do Manchester United se destaca entre os clubes envolvidos. O temor é que a transferência de mais poder para a liga limite a capacidade de elevar as receitas e investir no futebol.

A discussão ocorre depois de outros embates sobre as regras financeiras da competição. Em novembro, United, City e outros clubes se opuseram ao princípio de anchoring, que previa limitar os gastos dos times mais ricos com base no valor recebido pelo último colocado. O teto seria de 4,5 vezes o pagamento destinado ao 20º colocado. A proposta foi rejeitada.

Meses antes, seis dos 20 clubes votaram contra o sistema de controle financeiro baseado no squad cost ratio, ou proporção pelo custo do elenco. A regra acabou aprovada com 14 votos favoráveis e limita os gastos do departamento de futebol a 85% das receitas, dentro dos parâmetros estabelecidos pela Uefa.

A Premier League afirma que trabalha com os clubes em busca de uma solução. A reunião de acionistas de 24 de setembro pode recolocar em discussão o equilíbrio entre a exploração coletiva do campeonato e a autonomia comercial dos gigantes ingleses.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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