O Chelsea de Xabi Alonso terá neste domingo (6), no Emirates, o primeiro grande teste desde o início do trabalho do treinador. Depois de três vitórias — Fulham por 3 a 2, Brighton por 4 a 3 e Luton Town por 2 a 0 —, a equipe encara o Arsenal, que ainda não sofreu gols na Premier League.
O clássico londrino pode mostrar se o bom começo dos Blues já tem consistência para enfrentar um adversário mais exigente. As principais dúvidas estão no meio-campo e na defesa, enquanto o ataque aparece como o setor mais ajustado.
A lacuna deixada por Enzo Fernández
Será o primeiro jogo do Chelsea após a saída de Enzo Fernández para o Manchester City. O argentino deixou Londres no último dia da janela, e o clube tentou contratar Lamine Camara, do Monaco, mas a negociação não avançou.
Moisés Caicedo, principal referência do setor, também enfrenta problemas físicos. Ele deixou o campo contra o Brighton e virou dúvida para o clássico. Quando está disponível, o equatoriano oferece recuperação de bola, força física e qualidade na sustentação da equipe, mas ainda falta definir quem dividirá essas funções com ele.
Valentín Barco, Roméo Lavia, Jordan Henderson, Reece James e Malo Gusto aparecem como alternativas. Henderson, porém, está lesionado e ainda não estreou. James vem sendo utilizado por dentro, apesar de ser lateral-direito, enquanto Lavia teve problemas físicos que atrapalharam sua sequência no Chelsea.
Nas duas primeiras rodadas da Premier League, a equipe já mostrou dificuldades para proteger a defesa depois de perder a bola. Contra um Arsenal que venceu Coventry por 3 a 0 e Aston Villa por 1 a 0, qualquer desorganização pelo centro pode ser decisiva.
Defesa precisa sustentar o sistema
O Chelsea sofreu cinco gols nos dois primeiros jogos da Premier League. O número contrasta com o Arsenal, que não foi vazado na competição. Xabi Alonso está implantando o 3-4-2-1 usado durante sua passagem pelo Bayer Leverkusen, e a linha de três ainda precisa ajustar distâncias, enquanto os alas definem melhor os momentos de avançar e recuar.
O time de Mikel Arteta chega como um teste para esse equilíbrio. O Chelsea precisará reduzir os espaços oferecidos e evitar depender apenas da capacidade de reação mostrada nas vitórias contra Fulham e Brighton.
O ataque contra a defesa do Arsenal
Cole Palmer, Morgan Rogers e João Pedro são o principal ponto positivo do início de trabalho. Os três marcaram contra o Fulham e mantiveram a boa combinação diante do Brighton. Palmer circula com liberdade, Rogers ataca espaços e conduz a bola, enquanto João Pedro oferece profundidade e movimentação por dentro.
O Arsenal, porém, ainda será o adversário mais consistente enfrentado pelo trio. A equipe terá menos espaço nas zonas centrais e precisará manter a troca de posições e a velocidade nas transições.
O duelo pode indicar se as falhas do Chelsea são naturais de um trabalho recém-iniciado ou se representam problemas que continuarão ao longo dos próximos meses.








