Pep Guardiola se manifestou pela primeira vez depois de um comitê independente considerar o Manchester City culpado em 114 das 115 acusações de violações financeiras apresentadas pela Premier League. Nesta quarta-feira (30), o treinador publicou uma mensagem nas redes sociais em apoio aos dirigentes, jogadores, funcionários e torcedores do clube.
Guardiola deixou o comando do City ao fim de 2025/26, depois de 10 anos no Etihad Stadium e 20 títulos conquistados. O técnico catalão afirmou que continua ligado ao clube e tentou tranquilizar os torcedores diante do processo.
“Eu estou, sempre estive e sempre estarei apoiando meu clube, o dono do clube, o presidente, o Ferran (Soriano, diretor esportivo), os jogadores, o staff, o Enzo (Maresca, seu sucessor) e vocês, nossos torcedores”, escreveu. Na mesma mensagem, ele acrescentou que todos vão passar pela situação juntos e declarou seu amor aos torcedores.
O caso e a posição de Guardiola
A Premier League afirma que o Manchester City inflou artificialmente receitas e reduziu custos entre 2009 e 2018. Guardiola fechou acordo com o clube em fevereiro de 2016 para assumir a equipe na temporada seguinte, após avisar o Bayern de Munique, em dezembro do ano anterior, que sairia ao fim de 2015/16.
Em maio de 2022, enquanto a investigação ainda estava em andamento, o treinador explicou por que mantinha publicamente sua defesa da gestão do City. Guardiola disse confiar nos dirigentes, mas afirmou que deixaria o cargo se descobrisse que eles haviam mentido para ele.
A liga também acusa o clube de firmar acordos irregulares, sem informar os valores exatos pagos, além de apresentar demonstrações financeiras incorretas e esconder a real situação das finanças de auditores e órgãos reguladores.
O Manchester City declarou inocência e informou que recorrerá da decisão por todas as vias regulatórias e jurídicas disponíveis. Até o momento, não houve punição. Entre as possibilidades estão multas, dedução de pontos, perda de títulos e exclusão da Premier League.








