Rio de Janeiro, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Ligue 1 criou ranking de gramados para pressionar clubes por melhorias
Foto: Dave Winter/Icon Sport
Futebol

Ligue 1 criou ranking de gramados para pressionar clubes por melhorias

Modelo francês avalia os campos por rodada, premia o melhor gramado e prevê multa de até 50 mil euros.

A CBF estuda maneiras de diminuir as polêmicas envolvendo os gramados do Brasileirão e pode encontrar uma referência na França. Desde 2013/14, a Ligue 1 e a Ligue 2 contam com um Campeonato de Gramados, criado pela Liga de Futebol Profissional (LFP) para estimular a qualidade das superfícies usadas nas partidas.

Como funciona

Clubes e árbitros avaliam o campo a cada rodada. A análise considera a trajetória da bola, a firmeza e a flexibilidade do solo, a aceleração, a direção, as paradas e outros aspectos do jogo. Também entram na avaliação a densidade, a cor, o aquecimento, as marcações e as condições gerais do gramado.

No início, cada critério recebia uma nota de zero a cinco. Atualmente, a classificação vai de um a 20. Na Ligue 1, o diretor de televisão responsável pela partida também participa da avaliação, observando a densidade, o padrão visual, a estabilidade e o estado geral do campo.

A regra vale mesmo quando o mandante precisa atuar fora de seu estádio, seja em uma arena alugada ou não. Se uma partida for adiada, o time da casa recebe nota um em todos os critérios, sem nova avaliação quando o jogo for realizado.

A Comissão de Competições da LFP pode aplicar multa de até 50 mil euros (R$ 292 mil na cotação atual) caso uma equipe tenha média inferior a 10 em três partidas consecutivas. Em 2017/18, a Ligue 1 também proibiu campos totalmente sintéticos.

Ranking provocou mudanças

O PSG venceu a primeira edição do torneio, e Jonathan Calderwood recebeu o troféu pela manutenção do gramado do Parc de Princes. Na edição mais recente, 2025/26, a Allianz Riviera, do Nice, ficou com o título. Metz e Nantes terminaram em segundo e terceiro, enquanto o PSG ocupou a quarta posição no ranking de qualidade do campo.

O modelo também levou clubes a alterar suas superfícies. O Metz terminou em 12º lugar na Ligue 2 em 2013/14 e mudou o gramado do Stade Saint-Symphorien no ano seguinte. Jean-François Girard, então diretor do estádio, afirmou que a classificação e os novos critérios da Licença de Clubes reforçaram a necessidade de mudança.

A média do campeonato chegou a 17,82 na temporada passada, a maior registrada até então. Pela primeira vez, nenhum dos 18 times teve média geral abaixo de 16/20. A Federação Francesa de Futebol levou o formato para a Arkema Première Ligue e para a Ligue 3.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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