Rio de Janeiro, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Veredito do caso City recoloca legado de Guardiola em debate
Foto: PA Images/Icon Sport
Futebol

Veredito do caso City recoloca legado de Guardiola em debate

Comissão apontou violações financeiras do Manchester City entre 2009/10 e 2017/18, período que alcança o início da era Guardiola.

O Manchester City foi considerado culpado de todas as acusações relacionadas a violações financeiras graves e da maioria das acusações ligadas à falta de cooperação com a investigação conduzida por uma comissão independente da Premier League. O clube nega as conclusões e pretende recorrer.

O processo envolve nove temporadas, de 2009/10 a 2017/18. A comissão concluiu que o City usou acordos comerciais fictícios e um sistema de financiamento disfarçado para inflar receitas e reduzir custos em mais de 900 milhões de libras.

A vantagem construída antes de Guardiola

Pep Guardiola assumiu o clube em 2016, depois de anos de investimentos e da formação de uma estrutura esportiva que já havia conquistado duas Premier Leagues, uma FA Cup e duas Copas da Liga. Em sua primeira temporada, o City gastou cerca de 216 milhões de euros em contratações.

O primeiro título inglês de Guardiola veio em 2017/18, a última temporada incluída no período investigado. Na campanha, o City fez 100 pontos, venceu 32 partidas e marcou 106 gols.

A comissão apontou que o clube registrou cerca de 950 milhões de libras em receitas de patrocínios de empresas de Abu Dhabi entre 2009/10 e 2017/18. Desse total, 119,25 milhões de libras teriam sido pagos diretamente pelos patrocinadores como valor-base. Outros 830,7 milhões de libras foram identificados como pagamentos da Abu Dhabi United Group, empresa ligada ao proprietário do clube, dentro do sistema de financiamento disfarçado.

Guardiola não foi apontado como participante pessoal das irregularidades. Ele também não foi responsável pela aquisição do clube em 2008 nem pelos acordos comerciais analisados. Ainda assim, chegou a uma equipe com recursos para reformular o elenco e manter profundidade em várias posições.

O trabalho do treinador

Depois de 2017/18, o City venceu a Premier League em 2018/19, 2020/21, 2021/22, 2022/23 e 2023/24. Em 2023, conquistou a Champions League e a Tríplice Coroa.

A comissão não afirmou que esses títulos foram roubados. O ponto recolocado pelo caso é quanto da estrutura que permitiu essas conquistas foi construída durante o período investigado e continuou produzindo efeitos depois dele.

A vantagem financeira não desaparece necessariamente quando termina o período analisado. Jogadores contratados antes podem seguir no elenco anos depois, enquanto a capacidade de recrutamento, a infraestrutura e a organização esportiva permanecem.

Ao mesmo tempo, a trajetória de Guardiola inclui resultados anteriores ao City. No Barcelona, ele ganhou 14 títulos em quatro temporadas. No Bayern de Munique, conquistou três Bundesligas consecutivas. A capacidade de desenvolver jogadores, criar novas funções e montar equipes dominantes já existia antes de sua chegada a Manchester.

No City, o treinador transformou laterais em meio-campistas, desenvolveu jogadores em novas posições e criou uma equipe baseada na posse de bola, na ocupação dos espaços e na pressão coordenada. O clube passou a conquistar resultados que não podem ser explicados apenas pelo dinheiro, embora as condições financeiras também façam parte do contexto em que esse trabalho foi realizado.

O caso, portanto, não elimina o trabalho de Guardiola nem permite separar completamente sua obra das condições recebidas em Manchester. As duas dimensões permanecem ligadas: o treinador recebeu uma vantagem estrutural e a transformou em um projeto esportivo vencedor.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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