Rio de Janeiro, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Xavi inicia ciclo nos Países Baixos com posse, jovens e novas ideias
Foto: ANP/AValon/OrangeCreek/Icon Sport
Futebol

Xavi inicia ciclo nos Países Baixos com posse, jovens e novas ideias

Primeira convocação mantém lideranças, abre espaço para estreantes e indica uma seleção disposta a tomar a iniciativa com a bola.

Xavi Hernández começou sua era à frente dos Países Baixos com uma proposta clara: recuperar uma equipe dominante, atraente e disposta a tomar a iniciativa. A federação de futebol do país, a KNVB, tratou a ligação do treinador com a escola de Rinus Michels e Johan Cruyff como parte importante da escolha.

A primeira convocação combina nomes experientes e novas oportunidades. Virgil van Dijk continua como capitão, Cody Gakpo permanece entre as referências ofensivas, e Denzel Dumfries e Nathan Aké também aparecem na lista. Memphis Depay, maior artilheiro da história do país, ficou fora. Joey Veerman voltou, enquanto Ruben van Bommel e Gjivai Zechiel foram chamados pela primeira vez.

A lista não define completamente o time. Frenkie de Jong e Xavi Simons estão lesionados e não participaram desta primeira experiência. Por isso, a Data Fifa de setembro será usada como um laboratório, com o confronto contra a Alemanha no centro das atenções. Antes da estreia, Xavi falou em intensidade, paixão, bom ritmo e iniciativa.

A herança de Michels, Cruyff e Guardiola

O treinador carrega uma linhagem de ideias que passa pelo Futebol Total de Michels, pela filosofia de Cruyff e pelo modelo de controle espacial desenvolvido por Pep Guardiola. A base está em dominar com a bola, criar superioridades, ocupar o campo de maneira racional, encontrar o homem livre e pressionar para recuperar a posse perto da área adversária.

Xavi não pretende simplesmente repetir os antecessores. O desafio é adaptar esses princípios a uma seleção que não treina diariamente e que alternou entre sistemas com três zagueiros, propostas mais conservadoras e momentos de pressão agressiva. Ele não terá tempo para construir tudo do zero.

O meio-campo deve ser decisivo. Ryan Gravenberch pode transportar a bola e atuar em diferentes alturas; Tijjani Reijnders é confortável recebendo e conduzindo por dentro; e Teun Koopmeiners pode ajudar na construção e atacar espaços. Quando estiver saudável, Frenkie de Jong também poderá alterar o desenho da equipe, criando linhas de passe, atraindo a pressão e avançando com a bola.

Pelos lados, Dumfries e Jeremie Frimpong oferecem alternativas para mudar a estrutura durante as jogadas. A ideia é que laterais, pontas e meio-campistas ocupem os espaços criados pelos movimentos uns dos outros.

Ronald Koeman deixou o cargo após a eliminação para o Marrocos na Copa do Mundo. Xavi evitou transformar o antecessor em antagonista, mas afirmou que os Países Baixos terão uma maneira diferente de jogar. A missão será fazer esses princípios funcionarem com Van Dijk, De Jong, Gravenberch e os jovens que ainda podem surgir.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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