RIO DE JANEIRO — A Justiça homologou nesta sexta-feira (25) o resultado do leilão da SAF do Vasco, vencido pela Almirante Participações S/A, empresa de Marcos Faria Lamacchia. A decisão foi tomada por volta das 14h50, em audiência na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A companhia era a única interessada habilitada, mas a vitória não conclui a transferência do controle da SAF. O negócio ainda precisa passar por órgãos internos do Vasco e pela análise da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf).
Próximas etapas no Vasco
O Conselho Deliberativo será o primeiro a avaliar o acordo. A diretoria vai entregar aos conselheiros o contrato de investimento, um sumário executivo e documentos com os principais pontos da operação.
Se a proposta for aprovada, o clube convocará uma Assembleia Geral Extraordinária. Os sócios terão de votar se autorizam a venda da SAF para a empresa de Lamacchia.
Em nota, o Vasco informou que pretende conduzir o processo com transparência e dar ao quadro social acesso às informações necessárias antes da decisão. O comunicado foi assinado por Pedrinho e pelos presidentes dos demais poderes do clube.
Marcos Lamacchia não participou da audiência. A Almirante foi representada pelo sócio Mário Junqueira e pelo advogado André Sica.
Análise sobre possível conflito de interesses
A Anresf avalia se há conflito de interesses na operação por causa da relação familiar entre Lamacchia e Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Lamacchia é enteado da dirigente.
Ainda não há decisão definitiva da agência. O Vasco espera uma resposta rápida, mas não definiu prazo para completar todas as fases da negociação. A transferência poderá ser finalizada se a Anresf autorizar a compra e o acordo receber o aval dos conselheiros e dos sócios.
Garantias e empréstimo ao clube
Antes do leilão, a Almirante depositou R$ 27 milhões como garantia para cumprir obrigações da recuperação judicial do Vasco. O valor equivale a aproximadamente dois anos de pagamentos previstos no plano.
A Justiça também autorizou um empréstimo de R$ 150 milhões ao clube, na modalidade DIP. Desse total, R$ 65 milhões já foram usados para premiações ao elenco e parcelas de dívidas. Os R$ 85 milhões restantes continuam disponíveis, sem data definida para o repasse.







