O avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais é apresentado como sinal de risco para a democracia e para políticas voltadas às necessidades populares. A avaliação compara o possível novo período ao cenário vivido entre 2018 e 2022, mas prevê consequências ainda mais graves.
A vantagem de Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro, que era de oito pontos percentuais, teria desaparecido em pouco mais de dois meses, a menos de 15 dias do primeiro turno. O texto afirma que a redução da diferença aumenta a preocupação com o resultado da votação e menciona a possibilidade de uma catástrofe caso parte dos indecisos não mude de posição até 4 de outubro.
Entre as medidas atribuídas ao bolsonarismo estão a libertação de Jair Messias Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado e supressão da democracia, e ações contra instituições da República. Flávio Bolsonaro teria prometido que o primeiro ato de seu governo seria tirar o pai da prisão.
Direitos sociais sob ameaça
O texto também aponta possíveis retrocessos em medidas associadas ao governo Lula. Entre eles estão o fim da escala 6×1, o reajuste do salário-mínimo com aumentos reais acima da inflação e a isenção do imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais.
Essas medidas são descritas como benefícios para aproximadamente 120 milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores diretamente atendidos e pessoas que vivem em seus domicílios.
A análise sustenta ainda que lideranças políticas, religiosas e ideológicas ligadas ao bolsonarismo questionam decisões tomadas pelas instituições do Estado democrático de direito. Também afirma que parte dos seguidores do movimento age movida por frustração e rancor, sem aceitar os limites impostos pelas instituições.
O cenário é relacionado a uma onda internacional de fortalecimento da ultradireita. O texto cita a possibilidade de um partido ultradireitista voltar ao comando da Alemanha pela primeira vez desde 1945 e menciona a promessa de “deportações em massa”.








